Bibliotecando em Tomar 2021 – Um diálogo entre presença e exílio e um livro a assinalar dez anos de viagem

Em Ribatejo Cool

Decorreu mais uma edição do Bibliotecando em Tomar, desta vez em formato online devido às circunstâncias de pandemia. Assinalando os dez anos de realização do encontro, abordou-se o tema “Da presença e do exílio – um diálogo”, juntando em mesa-redonda Gonçalo M. Tavares e Maria Filomena Molder, com a moderação de Guilherme d’Oliveira Martins. O encontro foi também ocasião para a apresentação do livro Da construção de uma viagem partilhada/Bibliotecando em Tomar – 10 anos, que pretende guardar para a posterioridade as memórias e os contributos que o encontro tem vindo a trazer para a vida cultural da cidade e da região.

Após as intervenções de Agripina Carriço Vieira, da comissão organizadora do evento, Anabela Freitas, presidente da Câmara de Tomar e Guilherme d’Oliveira Martins, presidente da Comissão de Honra, a primeira comunicação esteve a cargo de Gonçalo M. Tavares, um dos mais conceituados escritores contemporâneos portugueses e vencedor de múltiplos prémios nacionais e estrangeiros. De seguida, tomou a palavra Maria Filomena Molder, professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e uma das mais importantes vozes do pensamento filosófico contemporâneo em Portugal, com a comunicação “…exilados pelo destino…Dante, Virgílio e Hermann Broch”. A gravação do encontro encontra-se disponível em: https://bit.ly/bibliotecando

Quanto ao livro estará disponível fisicamente a partir de junho. “É uma obra que procura celebrar e deixar para a posterioridade a memória de uma década do encontro que tem vindo a reunir em debate e convívio em Tomar escritores, pensadores e muitos nomes importantes da cultura e da ciência em Portugal”, refere a nota à comunicação social. Foi escrito com as contribuições daqueles que ao longo destes dez anos vivenciaram este evento singular no panorama nacional: organizadores, oradores e participantes. Serve, também, de homenagem a alguns dos grandes nomes que já partiram, mas que deixaram a sua marca na história do encontro, como António Pinto da França, o primeiro presidente da Comissão de Honra do Bibliotecando em Tomar, e o escritor e pensador Eduardo Lourenço.

A obra inicia-se com o editorial de Guilherme d’Oliveira Martins, que igualmente dedica um In Memoriam ao embaixador e amigo António Pinto da França. Seguem-se-lhe António Godinho, que recorda a primeira edição e como tudo começou há dez edições atrás, e Agripina Carriço Vieira, com uma reflexão sobre o que tem norteado uma década bibliotecante. Prossegue com a revisitação de cada uma das edições, onde se dá conta dos debates e reflexões que as marcaram, escritos por quem as vivenciou: Graça Barão, Hugo Vaz, Maria Filomena David, José Carlos Lopes, Maria Carla Crespo, Maria Isabel Sousa, Fernanda Henriques, Rogério Marques, Maria de Lourdes Durana e Sílvia Pereira. Seguem-se Agripina Carriço Vieira e Sónia Sofia Bastos, que deixam um agradecimento à família bibliotecante, pelos dez anos de esforços e frutos colhidos, Sara Bento Moucho, que recorda a transversalidade do encontro, patente nos espaços que ocupou e nas intervenções feitas além-fronteiras, e Graça Barão, que deixa os agradecimentos a todos os que têm tornado possível o Bibliotecando em Tomar.

Por fim, e sendo este livro uma homenagem à cultura, termina com um “Et quasi cursores vitae lampada tradunt” (a tocha da vida que passa de mão em mão), em que Agripina Carriço Vieira, Fernanda Mateus Santos e Sara Bento Moucho ilustram a essência do Bibliotecando em Tomar através de conversa entre Guilherme d’Oliveira Martins, Eduardo Lourenço e José-Augusto França, que decorreu na edição de 2016, finalizando com um posfácio de Célio Gonçalo Marques. O livro faz-se também acompanhar da gravação em vídeo e áudio dessa conversa, bem como da mensagem em vídeo de Marcelo Rebelo de Sousa à família Bibliotecando, acessíveis por códigos QR no livro.

A publicação foi organizada por Agripina Carriço Vieira, Célio Gonçalo Marques, Graça Barão, Sara Bento Moucho e Sónia Sofia Bastos e editada pelo Município de Tomar, com o apoio à revisão de texto de Nuno Garcia Lopes, design gráfico de Regina Delfino e edição de audiovisuais de João Paulo Pedro. A capa é um original de Rita Gaspar Vieira. Contou ainda com o apoio do Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes do Instituto Politécnico de Tomar – TECHN&ART. Estará disponível para compra na Livraria Nova e no Posto de Turismo de Tomar.

Desde 2010 (com o hiato em 2020 devido à pandemia), o Bibliotecando em Tomar tem vindo a reunir em debate e convívio personalidades preponderantes da cultura portuguesa. Esta edição contou com a organização dos Agrupamentos de Escolas Nuno de Santa Maria e Templários, Município de Tomar, Centro de Formação ‘’Os Templários’’, Centro Nacional de Cultura, Instituto Politécnico de Tomar e Rede de Bibliotecas Escolares e com a parceria do TECHN&ART – Centro de Tecnologia, Restauro e Valorização das Artes, sendo a comissão organizadora constituída por Agripina Carriço Vieira, Célio Gonçalo Marques, Graça Barão, Sara Moucho, Sónia Bastos e Teresa Tamen.

Leave a Reply