BE propõe criação de ecovia do Tejo até Espanha para “criar uma consciência ambiental”

Em Ambiente/Região

A Grande Ecovia do Tejo é a proposta de uma Grande Rota e pretende criar um percurso ciclável e pedestre que percorra, na medida do possível, o Rio Tejo da foz até Alcântara no Estado Espanhol. Aí ligar-se-á à ciclovia EuroVelo 1 que faz parte da Rede Europeia de Ciclovias, EuroVelo

A deputada Fabíola Cardoso apresentou a proposta hoje, Dia Mundial da Bicicleta, numa conferência de imprensa junto à Fonte de Palhais, na Ribeira de Santarém.

A proposta foi apresentada no dia 1 de junho na Assembleia da República em forma de Projeto de Resolução pela deputada Fabíola Cardoso, também candidata à Câmara Municipal de Santarém.

Os conteúdos e objetivos foram apresentados em conferência de imprensa, esta quinta-feira, 3 de junho, Dia Mundial da Bicicleta, junto à Fonte de Palhais, na Ribeira de Santarém.

O Bloco de Esquerda recomendou ao Governo a criação de uma ecovia do Tejo, que ligue a foz, em Lisboa, a Alcântara, na Extremadura espanhola, com o objetivo de “criar uma consciência ambiental e aproximar a população” do rio.

Conferência de imprensa teve lugar junto á Fonte de palhais na Ribeira de Santarém

A proposta, do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, para a criação da Grande Ecovia do Tejo, com caminhos pedonais e cicláveis que se ligará com a Rota da Costa Atlântica (EuroVelo 1), visa alertar para os problemas ambientais e de mobilidade, desenvolver junto das populações uma “consciência ambiental” para com os rios e aumentar o progresso económico, cultural, educativo, social, ambiental e desportivo “para as pessoas e para as economias locais”, pode ler-se no Projeto de Resolução do partido.

“O grande objetivo é aproximar a população do rio Tejo e criar uma consciência ambiental que leve à diminuição da poluição no mesmo. O rio deve deixar de ser visto como um caixote do lixo e passar a ser visto como um importante recurso natural”, afirma a deputada do Bloco de Esquerda por Santarém, Fabíola Cardoso.

O plano pretende construir novos percursos e aproveitar as infraestruturas já existentes, como os segmentos dos Caminhos de Santiago e de Fátima ou os passadiços e trilhos junto ao Tejo, de modo a diminuir o impacto ambiental e valorizar os aglomerados urbanos.

Deste modo, a ecovia trará “benefícios sociais e económicos às populações da região, dinamizando e facilitando a criação de pontos de apoio a ciclistas e caminhantes, designadamente locais de dormida, restaurantes e cafés, oficinas, entre outros”, descarbonizando assim a economia, lê-se na nota.

O Bloco de Esquerda acredita que o projeto, que deverá seguir os moldes de intervenções semelhantes, como a Rota Vicentina, a Grande Rota do Zêzere ou a Via Algarviana, deve ser financiado pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e pelo investimento verde, do fundo europeu.

Proposta foi entregue esta semana na Assembleia da República pela deputada Fabíola Cardoso

“O desenvolvimento e o apreço pelo rio é essencial para o progresso e atração local”, acrescenta ainda a deputada.

A apresentação dos conteúdos e objetivos do projeto realizou-se hoje, Dia Mundial da Bicicleta, na Fonte de Palhais, em Santarém, uma vez que também este município “está de costas voltadas para o rio e é importante inverter essa situação”, explicou a deputada, que é também candidata à câmara.

O Bloco de Esquerda propõe ainda que o Governo “concretize campanhas para a promoção dos modos ativos de transporte, divulgando e incentivando a utilização dos percursos pedestres e cicláveis que permitem a fruição do património natural, histórico e cultural do território”, lê-se na mesma nota.

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