Alviela que vás à vela!

Em Correio dos Leitores

pur Ceferine Lázare o Porras

Istimade Más Ribateje tenhe seguide cum intençan as notiças intrevistas e o reste sobre os rios sujes flurestas queimadas animales desprezades pórques a eite sim regra e oitras desgraças do imbiente que van por i uma dor dalma ê cu diga que vive práqui esquecide no paúle do Alviela densde que vim pracá im piquene cus mês pais nosse Senhore os tenha im descanse que nan foi pur mal e nan me deicharim ir à iscola ser doutor de bestas cavales e assim quer-se dzer quéra pró que tinha jeite mas agoira já nan à reméde quê stou cus pés pró quintalejo do padre mais sempre lhe quere antes dzer trêis disparates pra nan ser menes cus oitres tamém calcule que van pur aqui muntes erres de gramátega quê só aprendi augumas regras cu maioral dalpompé aos serões bom home que tamém já lá stá disculpe que quem num sabe é cume quem nan vê que mesme assim nan sou tan cegue que nan saiba onde o melre faz o ninhe nim onde me dói qui quem nan se queixa óspois nan se queixe e inté pode assuceder cu nove acorde intográfego ou lá come se chama mande screver come a mim agora nunca se sabe catrás du veran vem o inverne pois isto do Alviela Teije Almonda que passa aqui perte o Naban e oitres por i come vossemecês sabim melhor nan sai da cepa torta desde que veie a liberdade para cada um fazeri o que quer e les soibra tempe que mesme assim estes se van desenrascande agora o Alviela os curtumes que lhe lançam áugas russas dos lagares cando é maré merda ai desculpe! esterco dus pórques e canes desgoto que se rompem por i plásteques e garrafas auga das regas cheas de veneno e oitras cousas que lá dize a cantiga ó lourero ramalhude todes fazim u que podim e o lourero paga tude e óspois ninguém sintende e quim se fica a rire san os gajes dalcanena que forim os principais que começaram esta desgraça à quatre carres danos e se têm abotoado bem com ela basta limbrar aquela cintral pró tratamente das augas faz de conta que depois de começada teve vinte anes a inferrujar à chuva e foi precise que as populaçoens fzessem boicotes ás leições prós governes mandarem dnheire pra lá que augum dizim enganou-se no caminhe etcétra e tal e cande inauguraram aquilo já era piqueno pra tanta fábreca que a cambra dalcanena ia dando licença todes os dias ao memsme tempe que as fábregas nam paravim daumentar a auga dus curtumes cheas de venenes que nan havia tanques que chegassem sim falar que o venene delas é tan forte que só duma vez matou catro ou cinque operáiros dessa cintral que estavim num fundo dum a limpá-lo e o mesme já aconteceu aqui perto ao Zequiel a quim chamavem o Secádegas nam sei sóviu falare coitade que estava a cavar no poçe da horta cheio dauga do rio que lá se meteu e deu-lhe o traglomangue que cande deram cum ele o fedor era pior cu do rio que nam é piquene derrete os pulmõens dagente pintós telhades de prete e dá cabe dus metales canto fará no reste quê nim sê come inda estou vive mas isse agoira fica pródepois o que les cria dzer é que gostê munto das entrevistas que o Más Ribateje tem feite sobre o Alviela cum aquela gente coitada que faz o que pode praquele volte a ser o que foi durante tanto tempo cainda nan havia homes canto mais fábregas que fazim dus rios esgotes sim dzer auga vai pois gostê munto e tamém tenhe gostade dus snhores da políteca que de catro em catro anes desde o tempe do Ti Cipriane que morreu cu desgoste de nan haver pexe na auga que foi o sustento dele dos filhes e dos mês pais e mê durante tantes anes e ficámes ainda más pobres du que érimus pois os dites snhores deixem cá papéis prágente botar neles e óspois disso metim os botes nu culete agora já nan se usa tante nim grabatas qué pra nan destoarim dagente pobre e óspois van pró coise ai esqueceu-me du nome palramente parece-me que é assi e só voltim passades catro anes olhe deve star na altura mas dzia ê ca auga dus curtumes é inda pior cu ácede derrete us canes e aquile por lá dencanamentes prá cintral stá sempre a precisare de más dnhere prós noves cus velhes já se servirem munto tempe antes e nan à meie de descubrirem uns que aguentem as augas ácedas e nan estejem sempre cu biquinho aberte comós pásseres a pedir más cume parece que já estan e daqui a mea duzea danos ó ti ó ti que nan chegou ca culpa é dos canes pra nan falare nas lamas e cintral que forim pore em cima dum regueire que lá passa pra onde mandim o esgote limpe etcétera e aquile nunca mais tim fim nim pode que sa gente mata a carraça já me intende pur isse é que gostê munte de saber ca cambra de Santarém vai im breve arranjar as margins du rio de Vaqueros a Pernes más uma casa de madera pró mouchan cagora stá às moscas e nan san poucas iste é munte bom purque a senhora du imbiente da cambra andou lá coitada aqui á uns anes a plantari salgueires nas marges cas crianças da iscola na  rebera de lá e óspois passou licença aos pórques danaia  mais cas mãis que é lá perto e enche os ares daquele cheire todo cande o vente stá da banda da Moita e se calha a boa senhora stava a contar que o strume das augas para sustente dos salgueires e forim lá logue de caminhe i arrancarem aquilo tude que nan se fazia vá lá cagora aquile fica tude arranjade e até pode serbir para represa das lagoas du strume dos pórques rio abaixe e fiquem ali e nan venham prá rebera onde van fazere a tal casa de madera qué pródespois os drogados se meterim e pegar fogue a tude mas vá lá cómenos é tude dinheire da oiropa e nan se mete pregue nin stôpa té rima tamem dizem os do imbiente cu que faz falta nam é avisare a malta san catro ou cinque guarda rios pró rio e lembra-me uns do tempe do salazaire que prendiam us pobres por pescarem um bordalo ou ruivaco e deixavem as fábregas matar o peixe todo volta e meia tamem se fala em fiscais do imbiente comós que iam dizia-se por i cumer ó Malhô cus dones das fábregas e arrecebiam plo natal sempre um casaco de peles cu frio cá no inverne nan é pra graças tamem falim em porim perte do rio escritórios com gente do imbiente saúde e outros prás análises ora a ora das augas coisa munte boa ali pró café do Abreu onde óspois eles passim o tempo tode a virar canecas de cerbeija qué pra desenjoar das augas mais o milhor de tude são as cambras de vegelãncia nos salgueiros e piteiras pra vigiar os despejes á note e de dia que óspois os gajes que descarregam a merda escapou-me oitra bez o esterque van lá arrancari e dão de cumer ós porques que derretim tude ou intão abrem valas arredadas dali vinte metros e bau! bau! quim furam os malandres? é aqui que óspois cheguim os jornais e televisõens e a gente vê as pessoas todas a bramar quim quanto lá punham mais pórques e fábregas e inda a procissam vá no adre nan simportaram nem quiserem saber daquile pra nada comó oitro que diz quim cante o pau vai e vem bom esta já vai cumprida e stou aqui que nam posse cu remátego nas mans mas sempre lhes digue que pra mim a soluçam era pôre o rio a correr pra trás comó Sade a desaguari no lagoeire de Minde qué tude dalcanena e ómenos comiem du veneno que têm dade aos oitres à tante tempe e a mim tantes anes tomem lá qué incológico ou pedgógico ou uma cousa assi bom digam aí ós politegos e incologistas que se cserem saber más venhem ter cá cu ti Ceferino e nam sisquecem de trazeri um chóricito ou metade duma marrã limentada a buleta tá viste ca gente óspois cunversa .

Um sê criade Ceferine Lázare.

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