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Abrantes aposta na salvaguarda do património e inaugura obras de conservação das igrejas de S. Vicente e de Santa Maria do Castelo

Em Região

No dia em que Abrantes celebrou os seus 105 anos de elevação a Cidade, foram inauguradas esta segunda-feira, dia 14 de junho, as obras de Conservação e Restauro do Património da Igreja de São Vicente e as obras de adaptação da Igreja de Santa Maria do Castelo para instalação da Museografia e arquitetura expositiva do Panteão dos Almeida.

Considerado um “trabalho de relojoaria”, nas palavras do responsável da NC Restauro, Nuno Proença, as obras de Conservação e Restauro do Património Integrado da Igreja de São Vicente, monumento nacional, pretenderam “salvaguardar, valorizar e divulgar o nosso património cultural arquitetónico e religioso que nos permitirá de forma efetiva preservarmos o passado, projetando o futuro da nossa cidade, nomeadamente, através do desenvolvimento turístico no nosso território”, salientou o Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, durante a cerimónia de inauguração que decorreu no interior do templo e contou com dois momentos musicais por Ana Elias, nos órgãos existentes na Igreja.

As obras de intervenção na Igreja de São Vicente, em Abrantes, realizaram-se no âmbito de uma parceria entre a Câmara Municipal de Abrantes e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e também com a Diocese de Portalegre-Castelo Branco e contou com o apoio do Programa Operacional do Centro. O investimento total, que incluiu a beneficiação exterior (2018), a conservação e restauro dos dois altares laterais do lado do Evangelho e ainda a conservação de cinco esculturas da Igreja, foi de 441.358,94€. Foi financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 375.155,10€, através da candidatura aprovada ao Programa Operacional Regional do Centro 2020, tendo a autarquia de Abrantes e a DGPC assumido a componente nacional no valor igual de 33.101,92€, cada uma.

Presente na cerimónia de inauguração das obras da Igreja de S. Vicente, em representação do Bispo D. Antonino Dias, esteve o Cónego Emanuel Matos Silva, Vigário Episcopal, que agradeceu a intervenção no espaço. Por sua vez, António Castanheira, pároco da Igreja de São Vicente, destacou a importância deste espaço para além do culto, também como elemento cultural, salientando a disponibilidade em alargar essa abertura do templo para ser visitado por todos e agradeceu “o cuidado que tiveram com esta Igreja que é de todos nós”.

Seguiu-se a inauguração das obras de adaptação da Igreja de Santa Maria do Castelo para instalação da Museografia e arquitetura expositiva do Panteão dos Almeida que contou com um momento de teatro com uma recriação histórica “Nós os Almeida!”, com encenação de Paulo Leite, que contou com a presença de alunos do curso de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes.

A Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro, Isabel Damasceno, esteve presente nas duas cerimónias de inauguração das obras dos monumentos nacionais tendo congratulado o Município pela ação de valorização realizada e salientado que “é com enorme satisfação que vemos a obra feita depois de aplicados os fundos comunitários”, deixando o desafio para que outras iniciativas neste âmbito de recuperação do património possam ser apoiadas.

O investimento total, que incluiu o projeto, a obra de construção civil de adaptação da igreja à instalação da museografia e a aquisição de sistemas cenográficos e tecnológicos, foi de 325.324,60€, tendo do FEDER financiado 276.525,89€. A Câmara Municipal de Abrantes assegurou a componente nacional no valor de 48.798,71€.

“As inaugurações realizadas hoje em espaços históricos como a Igreja de São Vicente e a Igreja de Santa Maria do Castelo, juntam-se a várias outras grandes obras que estão neste momento em curso. Daqui a um mês inauguraremos o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte; no próximo ano, o Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida; em 2023, o Cineteatro São Pedro e, de seguida, o Multiusos de Abrantes. Obras que reforçarão a nossa rede de equipamentos museológicos e culturais e que servirão de complemento ao nosso reconhecido património religioso, às nossas infraestruturas desportivas e de lazer, ao nosso Parque de Ciência e Tecnologia ou ao nosso parque escolar de excelência. Investimentos realizados nas mais diversas áreas que nos permitirão ter um concelho cada vez mais moderno e com melhores condições para se viver, estudar e trabalhar”, concluiu Manuel Jorge Valamatos.

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