Sete projetos vão valorizar cultura imaterial da Lezíria em programa que envolve 11 municípios (vídeo)

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A Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) vai promover, até dezembro, sete projetos culturais nos 11 municípios que abrange, no âmbito da programação cultural em rede que vai desenvolver ao longo de 18 meses.

A programação, com um valor total de 600.000 euros, desenvolve-se em dois eixos, um, a executar até ao final deste ano, em torno da temática “Lezíria Imaterial”, e outro, a realizar em 2022, intitulado “Lezíria 11 x 11” e que contará com um parceiro externo a escolher por concurso público.

Os autarcas da CIMLT na apresentação da programação esta sexta-feira no Convento de S. Francisco em Santarém

O coordenador da área cultural da CIMLT, Nuno Domingos, afirmou que a programação, apresentada hoje numa cerimónia que decorreu no Convento de S. Francisco, em Santarém, foi “muito discutida” entre os 11 municípios e a equipa da comunidade.

Tendo por objetivo a valorização turística do património cultural da Lezíria, a programação “aposta na capacidade criativa e artística do território”, com envolvimento de agentes culturais locais, tendo também por objetivos a promoção do emprego e a valorização de atividades associadas, disse.

As ações vão acontecer, sobretudo, em espaços públicos, nos centros urbanos antigos de cidades, vilas, aldeias, com dispersão por todo o território da Lezíria, salientou.

Pedro Ribeiro, presidente da CIMLT, na apresentação do projeto

“São projetos que procuram trazer um olhar de alguma forma contemporâneo sobre a nossa realidade identitária e cultural mais consolidada”, afirmou Nuno Domingos.

O primeiro projeto do eixo “Lezíria Imaterial”, designado “Vale”, passa pela realização de um documentário, “a fazer com pessoas do território” e envolvendo jovens, que “vão ficar capacitados para o fazer de forma autónoma”, sendo que cada município escolheu o tema que quer ver tratado.

A mesma liberdade de escolha do tema foi concedida para o segundo projeto, vocacionado para a arte urbana, e para o terceiro, dedicado à temática das estátuas humanas e que implicará uma residência artística com 10 participantes, os quais irão construir estátuas respeitando os temas escolhidos em cada município e que serão mostradas num festival.

A dança é a expressão artística escolhida para o quarto projeto, cruzada com um tema transversal ao território, a vitivinicultura, para a construção do espetáculo “Dançar com vindimas”, que irá acontecer em residências artísticas de uma semana em cada concelho, integrando elementos da população local, e a ser apresentado depois em cada município.

O quinto projeto envolve um espetáculo de teatro para crianças, intitulado “Tejo por um Fio”, que tem por base as preocupações ambientais, disse.

Já o sexto parte de um desafio lançado a Tiago Pereira, do projeto “a música portuguesa a gostar dela própria”, para fazer a “Lezíria a gostar dela própria”, e que está já no terreno com a recolha de imagens e de sons nos vários municípios.

Tiago Pereira vai fazer dois documentários, um sobre as gentes do rio, os avieiros, e outro sobre as gentes da terra, e um espetáculo com imagens e música ao vivo em cada concelho, privilegiando as recolhas feitas em cada local.

Finalmente, o sétimo projeto, designado “Mosaico”, desafia cada município a desenvolver um tema, sendo objetivo valorizar ações relevantes do território.

Nuno Domingos, coordenador cultural da CIMLT, na apresentação do projeto

Este projeto incluirá iniciativas das artes performativas e não performativas, nomeadamente, arquitetura, artesanato, artes de palco, artes visuais, design, cinema, literatura, artes digitais e novos media digitais, mas também expressões artísticas das chamadas artes Erudita, Sacra, Contemporânea ou Tradicional, lê-se na nota de divulgação da programação em rede da CIMLT.

Como exemplos são apontados a Bienal de Arte, de Coruche, o Festival de Música de Órgão, em Santarém, as artes e memórias, na Golegã, a festa na aldeia, na Chamusca, a escultura da pedra, em Almeirim, vídeo/cinema documental em Alpiarça (património natural e cultural) e em Benavente (ruralidade), jornadas de cultura, em Salvaterra de Magos, pão e vinho, em Rio Maior, teatro, no Cartaxo, ou etnografia, na Azambuja.

“A junção deste enorme puzzle irá reforçar a identidade deste território”, salientou Nuno Domingos.

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