Ricardo Escada, o actor de Constância que fotografa o ser e não o parecer

Em Ribatejo Cool

Ricardo Escada, de Constância, é o protagonista do momento da Galeria JA, em Abrantes. Dentro de dias estará patente uma exposição com fotos suas publicadas na Crónica Fotográfica de imprensa que vem desenvolvendo, segundo informação do próprio ao autor desta crónica.

Painel de 10 fotos, sendo algumas das suas crónicas de imprensa.

O olho clínico do Ricardo parece poder captar insondáveis maravilhas. Há dias presenteou-nos com imagens captadas em pleno Tejo com o João pescador.  Ao vê-las lembrei-me de uma composição musical que fiz nos anos 80, na altura  interpretada pela voz de Olívia de Jesus Pereira, do grupo cénico e de variedades do Clube Estrela Verde de Constância: “Barqueiro, barqueiro/deita o barco à vela/que o Tejo vai cheio/bom pra navegar”

Ricardo abraça também a sétima arte. O ano de 1997 constituiu para si o lançamento como figurante de cinema. Ricardo, o soldado que integrou a película «O barbeiro da Sibéria». O filme de Nikita Mikhalkov versa sobre uma história de amor entre uma americana e um russo. Desde então o Ricardo tem feito carreira (ver biografia abaixo por Daniela Gomes). Longe vão os tempos em que representava um cadete na academia de West Point. Aprendeu a marchar de manhã e à tarde estava apto para as filmagens.

Painel  para o grupo «Amigos de Constância, com o João pescador».

O nosso protagonista obteve formação inicial no Instituto Português da Juventude, mas a sua escola tem o pergaminho do Chapitô.  É um apaixonado pelas Artes do Espectáculo e o seu sonho era poder representar todos os dias da vida.

De momento faz Fotografia de Social, embora também goste de Fotografar Design de Interiores. Foge do bulício da cidade quando pode e refugia-se na vila do poeta Tomaz Vieira de Cruz que também acolheu Camões.

Foto de 1997 , durante as filmagens de «O Barbeiro da Sibéria» de Nikita Mikhalkov

Da sua biografia, por Daniela Gomes:

«Ricardo Jorge Norberta Escada nasceu em Dezembro de 79 e cedo revelou o seu interesse pela fotografia. Aos 14 anos já fotografava, mas foi o interesse pelas artes do espectáculo que o levou a direccionar o seu percurso académico para o Chapitô. Aí apurou a técnica e o gosto pela representação e hoje revela que “Se pudesse actuaria todos os dias”. Não gosta de se intitular como actor, prefere referir a sua busca incessante pelo estatuto do mesmo. E as suas participações em filmes, séries e telenovelas como “Fátima” de Marco Pontecorvo, “Raposa” de Leonor Noivo, “O Ano da Morte de Ricardo Reis” de João Botelho, “Ministério do tempo”, “O Bairro”, “Anjo Meu, “Jardins Proibidos” ou “Rainha das flores”, são apenas alguns exemplos de um extenso e versátil percurso na representação! Todavia, nunca deixou a fotografia para trás, e em paralelo com a representação tem-se dedicado àquela arte. Actualmente, regressou às suas origens e faz fotografia de social! Homem apaixonado pela representação, procura na fotografia a sua antítese: capta a veracidade, a essência. Ricardo Escada, o “actor” que fotografa o ser e não o parecer!»

Há pouco mais de vinte anos o Ricardo guardou o «skate» na garagem e partiu para a construção de um sonho neste país onde as artes ainda são menorizadas no âmbito da formação dos cidadãos.

José Luz

(Constância)

PS – não uso o AOLP.

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