Ambiguidade socialista

Em Opinião

O «paraíso cubano» mostrou aos cegos que não querem ver a realidade do viver em Cuba denunciada brilhantemente pelo notável escritor Cabrera Infante opositor lendário de Fidel Castro o qual não pode ser acusado de pró americano. O autor de Três Tristes Tigres exprimiu os sentimentos e angústias de milhares e milhares de cubanos traídos nos seus ideais de liberdade plena, de eleições livres e democracia consistente. O escritor morreu no exílio, amargurado, por cá vários intelectuais portugueses amarrados à vulgata ortodoxa do comunismo procuraram desacreditá-lo, mas debalde, pois o seu talento esfrangalhava as tentativas dos sectários portugueses e de outras paragens.

Pois, no domingo dia 11, correndo todos os riscos o povo cubano esqueceu o cutelo repressivo dos castristas e, resolutamente, afirmaram o seu desespero, a fome que lhes mina as entranhas e a carência de medicamentos e demais medicinas.

O regime comunista está a reprimir brutalmente os protestos detendo, maltratando e até matando os manifestantes.

Inúmeros países estão a criticar sem nás nem nefas o governo ditatorial de Cuba, o ministro português Santos Silva, noblesse oblige, também teceu considerações referentes à repressão, no entanto, de forma meiga, macia, suave, acompanhando o ralho sem sal de palavras a beliscar o governo americano em virtude das sanções aplicadas há anos a fim de enfraquecer o opressivo sistema político dos antigos barbudos de Fidel e o rapaz sanguinário que aparece em camisolas fumando charuto e protegendo as melenas com uma boina condecorada com uma estrela. O responsável por milhares de fuzilamentos chamou-se Che Guevara.

A ambiguidade do governo socialista expressa pelo ministro que gosta de «malhar» nos sociais-democratas estrénuo escudeiro de José Sócrates, entende-se. O Partido Comunista português é afadigada muleta de António Costa e «sus muchachos», por isso é imperioso não irritar Jerónimo de Sousa dado exercer o poder vale bem o quebrar de coluna nesta e noutras circunstâncias. Estúpido, é o poder!

Armando Fernandes

Obs. Obviamente, o embargo é desumano até porque a nomenclatura não sofre carências de nenhuma espécie.

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