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Presidente da Câmara tenta terceiro mandato após 20 anos de funções autárquicas

Economista de formação, o candidato do PSD à presidência da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, iniciou cedo o percurso político autárquico, ao ser eleito, aos 25 anos, presidente da Junta de Freguesia da Azóia de Baixo, de onde é natural.

Atual presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), 45 anos, escolheu para lema da sua campanha “Santarém um concelho para o futuro”, pedindo as escalabitanos o reforço da confiança, depois de dois mandatos difíceis, em que colocou “as contas em dia” ao mesmo tempo que aumentou o investimento e baixou impostos. 

Reclamando “pragmatismo, rigor e capacidade de execução”, o recandidato assegura que traz consigo a experiência de que Santarém precisa para apresentar projetos e aproveitar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência e para gerir as novas competências delegadas pela administração central nos municípios.

Depois de concluir a licenciatura, Ricardo Gonçalves trabalhou numa empresa de consultores em Economia e Gestão, iniciando o seu percurso político em 2001 como presidente da Junta de Freguesia da Azóia de Baixo.

Nas autárquicas de 2005, foi eleito vereador no primeiro executivo de Moita Flores, sendo seu ‘número dois’ no mandato seguinte, o que o levou a assumir a presidência quando o então líder do executivo renunciou ao cargo em 2012, sendo pública a divergência que se foi acentuando entre ambos.

Licenciado em Economia com uma pós-graduação em Direito das Autarquias Locais, Ricardo Gonçalves foi eleito presidente em 2013, a dois votos de uma maioria absoluta, com o PSD (40,3% dos votos) a passar dos sete elementos do mandato anterior para quatro. Também o PS conseguiu quatro eleitos, num executivo em que o vereador da CDU desempenhou um papel determinante.

Nas autárquicas de 2017, os sociais-democratas alcançaram cinco eleitos (43,2%), ficando os socialistas com os restantes quatro (34,1%).

Fazendo questão de afirmar que é de Santarém e que as pessoas o conhecem, Ricardo Gonçalves diz-se empenhado em que os escalabitanos se voltem “a orgulhar do que é Santarém, da sua história, do seu património”.

Para o mandato que está a findar, apontou como prioridades os projetos com financiamento comunitário direcionados para a conclusão da estabilização das encostas da cidade, a construção do Museu de Abril e dos Valores Universais (MAVU), a recuperação de edifícios e espaços públicos e a reabilitação do centro histórico.

A intervenção nos largos e ruas do centro histórico de Santarém está a iniciar-se no final do mandato, estando o MAVU anunciado para 2024, ano da comemoração dos 50 anos do 25 de Abril, e a requalificação do Campo Emílio Infante da Câmara aguarda mais um projeto, sendo a adesão do município ao programa nacional que visa a criação de condições condignas de habitação uma das bandeiras que exibe.

O advogado Ramiro Matos, amigo de longa data e correligionário de Ricardo Gonçalves, sublinha que este é “um homem sério, íntegro, com espírito jovem e empreendedor e muito qualificado pela sua licenciatura em economia, elevada cultura, e pela longa experiência autárquica”.

Ramiro Matos aponta como “qualidades únicas” de Ricardo Gonçalves a “proximidade com os munícipes e uma grande capacidade de diálogo e trabalho”, salientando o facto de ter iniciado “a vida política executiva numa pequena junta de freguesia, de onde passou a vereador e depois a presidente de câmara”, assumindo “praticamente todos os pelouros”.

“Gosta de Santarém como ninguém, nasceu no concelho e aqui desenvolveu toda a sua vida, resistindo ao chamamento de Lisboa”, declarou o também presidente da empresa municipal Águas de Santarém.

Além de Ricardo Gonçalves, sete candidatos apresentam-se, em Santarém, às eleições autárquicas do próximo dia 26, liderando o deputado e presidente da concelhia socialista Manuel Afonso, 70 anos, a candidatura do PS, a professora e deputada bloquista Fabíola Cardoso, 48 anos, a do BE, o médico de Saúde Pública André Gomes, 30 anos, a da CDU (PCP/PEV), o médico veterinário Pedro Frazão, 46 anos, a do Chega, o técnico de recursos humanos Alexandre Paulo, 28 anos, a do CDS-PP, a professora de informática e robótica Rita Lopes, 38 anos, a do PAN, e o gestor de projeto Marcos Gomes, 24 anos, a da IL.

Maria de Lurdes Lopes

da agência Lusa

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