A compra de moda infantil em segunda mão cresceu 78% desde 2016

Em Ambiente

O mercado de segunda mão cresceu significativamente nos últimos anos e a Humana Portugal, uma associação sem fins lucrativos que trabalha, desde 1998, a favor da proteção do meio ambiente, promovendo a reutilização têxtil e levando a cabo programas de cooperação para o desenvolvimento em África e de apoio local em Portugal, percebeu este aumento principalmente na venda de artigos infantis e se não fosse a pandemia da COVID, o consumo deste itens teriam quase triplicado no último ano quando verifica-se os dados desde 2016. 

De acordo com os dados da Associação, a venda de tais itens nas lojas Humana aumentou de 34.749 artigos em 2016 para 61.768 em 2020, ano em que as lojas estiveram fechadas por mais de dois meses em resultado da pandemia. Em 2019, o número foi de 85.331 peças de vestuário, um crescimento de 145% em comparação a 2016. Até agora, neste ano, 38.640 artigos infantis foram comprados.

Além de ser uma escolha mais sustentável, os pais encontram na Associação uma grande variedade desses itens, inclusive artigos de marcas, poupam muito dinheiro através das campanhas promocionais em que podem adquirir peças por até 0,50€ cada (todas as datas das promoções estão disponíveis na aplicação Humana Portugal no menu: “Countdown”).

44,75% dos pais que vivem em Portugal compram artigos em segunda mão para os seus filhos

Um inquérito concebido pela Myname Tags com o nome “Ciclo de vida de roupa “, e executado pela Markup entre o março e abril de 2021, revelou que 44,75% dos pais que vivem em Portugal compram de vez em quando artigos em segunda mão para os seus filhos e um dos motivos é que os miúdos crescem muito rapidamente – a média de tempo em que as suas roupas lhes duram é de apenas um ano. Muitos aproveitam o período antes do início do ano letivo em setembro para adquirirem roupas para as crianças.

Outro dado importante é o que eles fazem com as roupas dos pequenos quando já não lhes servem. A maioria busca alternativas para prolongar a vida destas peças como: doar a instituições com fins sociais, enviar à reciclagem, dar de prenda a um amigo ou familiar.

195.990 kg de CO2 não emitidas desde 2016

Ainda há muito o que se fazer para que cada vez mais pessoas conscientizem-se da importância do consumo sustentável. Em média, 5 peças de vestuário equivalem a 1 quilograma de têxteis e entre 2016 e 2020, foram vendidos 309.233 artigos de moda infantil através das Lojas Humana o que corresponde a 61,8 toneladas de roupas desta categoria. Isto significa um importante benefício ambiental, pois reduziu a geração de resíduos e contribuiu para o combate às mudanças climáticas: a reutilização destes itens de 2016 à 2020 representou uma economia de 195.990 kg de CO2 para a atmosfera – de acordo com a Comissão Europeia cada quilo de têxtil reutilizado e não incinerado evita a emissão de 3,169 kg de CO2.

Os 195.990 kg de C02 não emitidos graças ao manejo sustentável destes itens equivalem à emissão anual de 74 carros que circulam 15.000 km cada ou à absorção anual de dióxido de carbono de 1.463 árvores. O benefício social consiste na criação de empregos inclusivos, estáveis e de qualidade e o auxílio financeiro aos projetos apoiados pela Associação.

Num contexto desafiador como o atual, o objetivo da Humana continua a ser o de contribuir para o consumo consciente e sustentável, garantir o acesso ao vestuário aos melhores e acessíveis preços a todos e também aumentar o número de contentores no espaço público para facilitar as doações dos cidadãos de itens que já não são usados, podendo ser reutilizados e nos casos que isto não é possível, reciclados. 

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