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Autárquicas: Líderes apontam ao PS no primeiro dia de campanha oficial

Em Autárquicas 2021

No primeiro dia de campanha oficial para as eleições autárquicas, os líderes partidários apontaram críticas ao PS, tanto pelas referências ao dinheiro do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) como pela gestão da Câmara de Lisboa.

Num dia em que a chuva trocou as voltas à comitiva social-democrata e obrigou a adaptar as iniciativas previstas, o presidente do PSD repetiu as críticas que tem feito a António Costa, reiterando que “não é correto misturar na campanha a função de primeiro-ministro com a de secretário-geral do PS” ao falar dos milhões do PRR.

Em campanha no distrito da Guarda, o presidente do PSD admitiu também que a distância que separa o partido do PS torna a vitória difícil nas autárquicas, mas mais fácil “do que ganhar os euromilhões”.

Também o BE adaptou a sua agenda de hoje devido às condições meteorológicas e, depois de uma visita às oficinas ferroviárias da CP no Entroncamento, a coordenadora aproveitou para defender a urgência da baixa dos preços dos passes em todo o país, considerando que o carro não pode ficar mais barato que o transporte coletivo ou o comboio.

Já em Lisboa, Catarina Martins avisou que uma maioria absoluta do PS na Câmara de Lisboa impedirá “soluções diferentes” para resolver os problemas da cidade, e mostrou disponibilidade para reeditar um “acordo estratégico” pós-eleitoral.

Numa visita a casas do programa público de renda acessível da Câmara de Lisboa, um dos temas sobre os quais recaiu o acordo pós-eleitoral que o BE assinou com o PS em 2017 para governação da cidade, e questionada sobre o que falhou para que das seis mil casas previstas, apenas 1200 tenham sido construídas no âmbito deste programa, a resposta não se fez esperar: “na habitação falhou o PS”.

Pelo distrito de Beja, a apoiar os candidatos da CDU, o secretário-geral do PCP considerou que o PS está a “chantagear os eleitores” com promessas milionárias e que utiliza o PRR “como uma cenoura” para transferir para as autarquias encargos que deveriam ser do Estado.

Questionado pelos jornalistas, Jerónimo de Sousa rejeitou também estar preocupado com a presença do Chega no Alentejo, considerando que referências sobre essa possibilidade são um “manifesto exagero” e que o partido de André Ventura vive dessa atenção. Numa ação de campanha anterior, os candidatos da CDU à câmara municipal e à assembleia tinham acusado o PS de ter levado os populismos para o concelho (Moura), pedindo para os eleitores não se distraírem com “fantoches”.

Também em Lisboa, a porta-voz do PAN reiterou que a “grande meta” do partido “é conquistar pela primeira vez lugares na vereação” e apontou “boas perspetivas não só em Aveiro e Cascais, mas também Lisboa, Porto, Almada”.

Na apresentação do programa eleitoral para a capital, a líder do PAN criticou a “visão curta” do atual presidente da câmara, o socialista Fernando Medina, no “combate do século XXI” que é a resposta à crise climática, a “visão do betão” dos sucessivos mandatos do PS, a “aposta única no turismo” ou as políticas de habitação em que o líder da autarquia “falhou redondamente”.

Também na capital, durante uma arruada em Alvalade em que ouviu maioritariamente queixas sobre a falta de estacionamento, o líder da Iniciativa Liberal criticou a “forma opaca” como o executivo do socialista Fernando Medina gere a autarquia.

João Cotrim Figueiredo aproveitou também para dar conta de que o partido apoia a decisão do Governo sobre a construção de um novo aeroporto no Montijo.

Hoje, o secretário-geral do PS, António Costa, e o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, apenas têm agenda à noite e o líder do Chega, André Ventura, também marcará presença num comício.

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