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Sindicato de polícia considera insuficientes as 6 vagas para novos polícias no Comando da PSP de Santarém

Em Sociedade

A OSP – Organização Sindical dos Polícias/PSP considera que as 6 vagas abertas para o Comando da PSP de Santarém é insuficiente. A OSP salienta que o efetivo nacional da PSP é cada vez mais reduzido e envelhecido, menos de 20.000 elementos, tendo saído cerca de 3.000 elementos em 10 anos e vão sair cerca de 2.000 nos próximos 2 anos.

A OSP afirma que os comandos onde a população é mais densa e onde existem mais ocorrências policiais, e mais incidência criminal necessitam de ter policiamento e por seu lado, o efetivo policial no interior do país está cada vez mais reduzido e envelhecido, com comandos com a média de 53 anos de idade, bem como, inúmeros elementos a
completar os 60 anos de idade no próximo ano.

Aproxima-se as movimentações internas de Agentes e Chefes da PSP, após o término de mais um curso de agentes da Polícia de Segurança Pública. Foram publicadas as vagas existentes para os diversos Comandos da Polícia, da Segurança Pública, constatando-se que para o Comando de Beja, somente existe uma vaga, não tendo sido somente um elemento que passou à pré- reforma, ou que vai entrar ainda este ano.

O Comando de Portalegre, só tem 2 vagas; Leiria 3; Aveiro 4; Évora 4; Guarda 5; Santarém 6; Castelo Branco 6; Bragança 6; Vila Real 7; Viana do Castelo 9; Viseu 10; Faro 12; Madeira 20; Açores 21; Braga 24; Setúbal 25; Coimbra 36; Porto 109, sendo que Lisboa tem 390 vagas.

“Constatamos que as vagas são distribuídas por todo o país em percentagem semelhante ao efetivo existente por comando, no entanto durante os próximos anos nos comandos do interior no país, irá haver mais percentagem de
passagens à pré-aposentação que nas áreas metropolitanas, ficando deste modo estes comandos mais fragilizados do ponto de vista operacional pelo défice de efetivo”, refere a OSP.

Na esquadra do Cartaxo, dos 33 elementos só 9 estão disponíveis para patrulhamento



A Organização Sindical dos Polícias aponta como exemplo esquadras complexas, como a do Cartaxo, que tem neste momento um total de 33 elementos Policiais (entre baixas e férias somente 23). Contabilizando 4 elementos de folga – sobram 19; Contabilizando 3 elementos de serviço administrativo – sobram 16; Contabilizando trânsito, brigadas de investigação criminal, notificações e escola segura 7 elementos – sobram 9. Em resumo, são apenas 9 elementos para assegurar 3 turnos de serviço de carro patrulha e Graduado de Serviço.

“Num comando do interior do país, durante o serviço, se algum elemento necessitar de apoio numa ocorrência, é difícil tê-lo rápido, pois pode não haver mais ninguém de serviço e a esquadra mais próxima, em algumas situações
dista mais de 20 km sendo por isso demasiado longe, para ser rápido”, afirma a OSP.
A OSP defende, pois, que é urgente reforçar o efetivo da PSP. É urgente reforçar o efetivo dos Comandos da PSP do interior do país. “A segurança não é um gasto supérfluo. O Governo tem de abrir cursos de Agentes e criar incentivo salarial tornando a PSP uma profissão atrativa, para que seja reforçado o efetivo, para que os elementos policiais possam manter a eficácia do serviço e exercer a sua função em segurança”.



PSP e GNR em protesto pelo subsídio de risco hoje em frente à residência oficial do Primeiro Ministro

Elementos da PSP e da GNR voltam aos protestos por causa do subsídio de risco com uma concentração em frente à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, para contestar os 100 euros que o Governo decidiu atribuir.

A concentração, que é organizada pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), está marcada para as 17:00 e acontece após o Governo ter fixado em 100 euros o subsídio de risco das forças de segurança.

Durante o protesto, os dirigentes da ASPP/PSP e da APG/GNR vão entregar a António Costa a proposta que tinham entregado ao Ministério da Administração Interna (MAI) durante as negociações e que não foi aceite pelo Ministério tutelado por Eduardo Cabrita.

A ASPP/PSP e a APG/GNR defendem o pagamento faseado do subsídio de risco até 2024. Em janeiro de 2022 seria pago 200 euros, em 2023 aumentava para 300 euros, fixando-se em 2024 nos 430 euros.

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