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Ricardo Gonçalves espera oposição disposta a trabalhar “em prol” de Santarém

Em Autárquicas 2021

O presidente reeleito à Câmara de Santarém considerou “natural algum descontentamento” dos escalabitanos, após mandatos “difíceis”, e disse esperar encontrar na oposição, com a qual terá de se entender, a mesma vontade de trabalhar em prol do concelho.

O social-democrata Ricardo Gonçalves vai liderar o executivo municipal escalabitano com maioria simples, passando a ter quatro eleitos em nove, sendo os restantes lugares ocupados pelo PS (quatro vereadores) e pelo Chega (um eleito).

Reeleito para um terceiro mandato, Ricardo Gonçalves fez questão de agradecer a “renovação da confiança dos habitantes” do concelho, depois de mandatos exercidos “numa das alturas mais difíceis das últimas décadas”, desde a intervenção da ‘troika’ à pandemia da covid-19, não escondendo que esperava ter alcançado “uma vitória mais robusta”.

Quanto à forma como irá gerir um executivo em que terá de procurar acordos, Ricardo Gonçalves afirmou que terá ainda de analisar “friamente” os resultados deste domingo.

“Tínhamos um compromisso com os escalabitanos que era fazer um concelho para o futuro. Não temos dúvidas nenhumas que o vamos conseguir, conjuntamente com todas as forças partidárias, porque não tenho dúvidas de que todos queremos o mesmo, que é o desenvolvimento e o futuro de Santarém”, disse.

Ricardo Gonçalves afirmou estar “habituado a trabalhar com todos”, lembrando que nunca contou com maioria na Assembleia Municipal, situação que se vai voltar a verificar no próximo mandato.

Na eleição de domingo, o PSD passou dos 43,2% dos votos e cinco eleitos de 2017 para os 37,4%, perdendo um vereador, mantendo os socialistas os quatro vereadores (o PS passou de 34,1% para 33,3%), ficando o Chega com um mandato (7,9%).

Na Assembleia Municipal, o PS conquistou 34,6% dos votos (11 eleitos), o PSD ficou com 32,9% (10 deputados), o Chega 8,6% (dois), a CDU (PCP/PEV) 7,8% (dois), o Bloco de Esquerda 4,7% (um) e o CDS-PP 3,1% (um), a que se juntarão os presidentes de junta de freguesia.

O PSD acabou por perder para o PS a União de Freguesias da Cidade, sendo que a eleição para a Assembleia de Freguesia de Pernes terá de ser repetida, dado o empate entre PSD e PS (345 votos cada).

PS satisfeito com a conquista das freguesias da Cidade de santarém, Almoster, Abrã e Alcanhões

O cabeça de lista do PS à Câmara Municipal, Manuel Afonso, congratulou-se com o “excelente resultado” da sua candidatura, sublinhando a conquista, além da cidade, das freguesias rurais de Almoster, Abrã, Alcanhões, e o aumento do número de eleitos na Assembleia Municipal, que continuará a ser presidida pelo socialista Joaquim Neto.

“Ficámos a mil votos, em números redondos, de ganhar a Câmara Municipal de Santarém”, salientou, considerando esta “uma derrota com futuro”.

Questionado quanto à disponibilidade para acordos com o PSD, Manuel Afonso afirmou que essa tem de ser uma preocupação do presidente da câmara.

“Nós sabemos o que queremos para Santarém”, disse, mostrando disponibilidade para “conversar” e para colaborar naquilo que vá de encontro às propostas da sua candidatura.

“O importante é que Santarém saia deste marasmo, desta estagnação”, acrescentou.

Vereador do Chega deixa aviso a Ricardo Gonçalves

Já Pedro Frazão, eleito para o executivo municipal pelo Chega, não escondeu a sua satisfação pelo resultado alcançado, salientando a “grande equipa” que tem consigo.

“Os escalabitanos perceberam que o nosso programa era completo, tinha medidas justas e objetivas para tirar Santarém deste marasmo a que está votado há tantos anos”, afirmou.

Ao executivo liderado por Ricardo Gonçalves deixou o aviso de que vai bater-se pela “transparência das contas públicas”, pelo que uma das suas primeiras reivindicações será pedir auditorias às contas do município e das empresas municipais Viver Santarém e Águas de Santarém, “porque uma câmara não pode ter 4 milhões de ajustes diretos todos os anos”.

Assegurando que o Chega “não é um partido irresponsável”, afirmou que, ao ter um mandato de “charneira”, não deixará a Câmara “cair na ingovernabilidade”, pelo que está disposto a “sentar-se à mesa” para perceber “o que se pode acordar ou não”, dentro do programa que propôs aos escalabitanos.

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