Quarta-feira, Maio 22, 2024
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Inquérito da NERSANT – 80,7% das empresas enfrentam constrangimentos devido à guerra na Ucrânia

Com o eclodir da guerra na Ucrânia, as empresas estão a registar agravamentos significativos no custo das matérias primas, que poderão colocar em causa a continuidade de muitas, por não terem condições de absorver esses custos e fazer repercutir aos seus clientes. No inquérito realizado junto das empresas, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém verifica que em alguns destes fatores de produção, nos últimos 3 meses registamos o aumento das matérias primas, nas seguintes proporções:

Ferro, aumento de 58%, de 98,29 USD, para 155,36 USD;
Niquel, aumento de 103%, de 1.401 USD para 2.849,90 USD;
Gás Natural, aumento de 18%, de 3,9572 USD para 4,656 USD;
Brent (petróleo), aumento de 58%, de 66,49 USD para 104,80 USD.

Mas o mais significativo, quando analisamos o preço médio da primeira quinzena de março de 2021, para o valor médio de hoje, há um aumento de 408%, tendo passado de 49,52€, para 251,70€.

Para compreender de que forma as empresas estão sentir estes agravamentos de custos, a NERSANT realizou um inquérito junto dos seus associados, tendo em vista compreender os termos em que os efeitos da guerra na Ucrânia estão a afetar o nosso tecido empresarial.

O resultado do inquérito foi o seguinte:

Os valores elevados da energia afetam 80,7% das empresas;
Quando se analisa o peso médio da fatura da energia no produto final, 40,3% é inferior a 10%, mas 37,1% significa 11 a 20%. Mas existem 13 % das empresas em que o peso é superior a 30%;
As repercussões dos preços elevados da energia nos transportes/logística, afeta 80% das empresas;
Quando se analisa o peso médio da fatura dos transportes, no produto final, 40% das empresas têm uma repercussão inferior a 10%, mas 46% tem uma incidência entre os 11 e 30%;
No que respeita às matérias-primas, 94,8% já verificam os respetivos aumentos;
Quando se analisa o peso médio destes aumentos das matérias-primas, 45% regista uma variação até 20%, enquanto que 33,3% já é superior a 30%

As empresas também manifestaram preocupação com alguns aspetos a considerar:

A banca pressiona cada vez mais os financiamentos, para que possamos suportar o brutal aumento das matérias-primas e produtos acabados;
Dificuldade em cumprir prazos devido a falta de existência de materiais e equipamento;

Escassez de matéria prima;
Intervenção direta do Estado na redução dos impostos nos combustíveis, eletricidade e gás;
Os aços galvanizados subiram numa semana 50%;
Há indústrias que começaram a parar parcialmente, devido ao elevado custo da energia.

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