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Inatividade física: não há pior praga para a saúde

Que a verdade seja dita, melhorou substancialmente a consciencialização pública quanto à importância da atividade física ao longo da vida, é hoje reconhecida como um dos pilares que sustentam os estilos de vida saudáveis. Cresceu o interesse pelo desporto, as autarquias promovem os complexos desportivos, apoiam os clubes, incrementam as aulas de ginástica para a população sénior, está ultrapassada a ideia que a ginástica era uma prática que ficava confinada aos anos na escola. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) define-se atividade física como todo o movimento produzido pelos músculos esqueléticos, responsável pelo aumento do gasto energético. Isto quer dizer que a atividade física não se circunscreve unicamente ao desporto nem ao exercício físico programado, inclui atividades recreativas ou lazeres, as nossas deslocações quotidianas, as próprias atividades profissionais, as tarefas domésticas, tudo isto num contexto quotidiano, familiar ou comunitário. Reconhece-se que o sistema económico atual, caracterizado pela exponencia do setor terciário, tende a fazer baixar o nível de atividade física e a encorajar comportamentos sedentários. A OMS considera a inatividade física como a primeira causa de mortalidade evitável, está à frente da devastação do tabagismo, e por isso recomenda aos adultos: a prática pelo menos de 2h30 por semana de uma atividade física de intensidade moderada; ou pelo menos 75 minutos por semana de uma atividade física intensa; ou uma combinação equivalente de intensidade física de intensidade moderada a forte, o que importa é manter a performance cardiorrespiratória, neste mundo em que passamos de 6 a 9 horas por dia, segundo as faixas etárias, sentados. Em suma, passamos mais tempo sentados que em movimento.
A atividade física não abre exceções, abrange seniores, pessoas portadoras de deficiência, empresários, gente em teletrabalho. Mexa-se, pela sua saúde, todo este movimento tem o condão de transformar a fadiga nervosa em distensão física, contribui para reoxigenar o cérebro, tem o pendor de reforçar a nossa concentração e a criatividade. Combinar trabalho e atividade física não é forçosamente complicado, há que puxar pela cabeça e encontrar combinações económicas e aceitáveis: usar transportes públicos e a bicicleta; caminhar em marcha cadenciada; fazer pausas quando se está no posto de trabalho ou preferir as escadas ao elevador. Mesmo os empresários são licitados a encontrar soluções para uma atividade física regular, bem como aqueles que trabalham em teletrabalho, tornou-se já um fenómeno a organização de reuniões ou feitas de pé ou em ritmo de passeio, por exemplo.
Há os programas especiais orientados para a manutenção de um peso certo, a atividade física é prática recomendada para quem tem problemas de sono e insónias na idade sénior, para os doentes do foro reumático, vulgo com dores musculares e articulares, daí algumas associações de doentes porem em execução programas de passeio pedestres verdadeiramente adaptados ao estado do doente e até como prática salutar nos grupos de recuperação de drogados.
O mais importante de tudo é inserir no nosso comportamento quotidiano este conceito de que a atividade física é inescapável se queremos dar mais vida aos anos, termos melhor vida de relação e positividade para contrariar as agruras que nos espreitam, resolvendo-as com muito mais otimismo.

Mário Beja Santos

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