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Valongo vence Sp. Tomar e apura-se para final da Liga Europeia de hóquei em patins

O Valongo apurou-se hoje para a final da Liga Europeia de hóquei em patins, ao vencer o Sporting de Tomar no desempate por grandes penalidades, por 3-1, após um empate 4-4, nas meias-finais da prova.

Rafael Moreira (02 minutos, de grande penalidade), Facundo Bridge (38), Diogo Barata (41) e Facundo Navarro (47) assinaram os golos do Valongo, enquanto Lucas Honório (19 e 24), Guilherme Silva (22) e Tomás Moreira (37) marcaram para o Sporting de Tomar.

Na decisão da ‘final four’, que decorre em Torres Novas, o Valongo vai defrontar, no domingo, o vencedor da outra meia-final, que também hoje opõe os italianos do Trissino e do Sarzana.

Comentário – Valongo supera Tomar nos penáltis e está na final da Liga Europeia

Na primeira meia-final da ‘final four’ da competição, que se disputa no Palácio dos Desportos de Torres Novas, Valongo e Sporting de Tomar protagonizaram um jogo intenso, com várias reviravoltas no marcador.

O Valongo marcou primeiro, mas o Tomar reagiu e chegou ao intervalo a ganhar. Alargou a margem até 4-1 mas, de alguma forma, facilitou e a ponta final da equipa de Edo Bosch permitiu levar a decisão para prolongamento. No desempate por grandes penalidades o Valongo foi mais eficaz, ganhando direito a discutir domingo a vitória na 57.ª Liga Europeia de hóquei em patins.

Logo a abrir a partida, uma grande penalidade convertida por Rafael Moreira, aos dois minutos, deu cedo vantagem ao Valongo e desorientou o Sporting de Tomar.

Com Nuno Lopes a tentar cambiantes, o Sporting de Tomar foi crescendo e Edo Bosch apercebeu-se do ascendente adversário, algo confirmado com a entrada de Lucas Honório.

Mal entrou no ringue, o jovem avançado do Tomar conseguiu o empate, numa das primeiras ocasiões em que a equipa ultrapassou a defesa contrária.

Numa fase frenética da partida, Guilherme Silva fez o 2-1 em contra-ataque e o Tomar passou para a frente do marcador aos 22 minutos. O 3-1 chegou antes do fim da primeira parte, em mais um belo trabalho de Lucas Honório.

O Sporting de Tomar falhou um penálti no início da segunda parte, por Caio, e um livre direto, por Tomás Moreira, antes de festejar o quarto golo, após fuga de Lucas Honório, que entregou de ‘bandeja’ a Moreira.

Mas o Valongo estava bem vivo e no minuto seguinte Facundo Navarro reduziu para 4-2, um golo que acicatou o conjunto. Logo depois, Rafael Moreira desperdiçou um penálti, mas era evidente que o cenário se tinha alterado.

Numa fase intensa mas com muitas falhas de parte a parte, Diogo Barata fez o 4-3 para o Valongo a 10 minutos do fim e, a três, Navarro igualou 4-4, levando a decisão para prolongamento, durante o qual a indecisão se manteve. Nas grandes penalidades, a equipa de Valongo foi mais certeira e qualificou-se para a primeira final europeia da sua história.

A atual edição da Liga Europeia de hóquei em patins contou apenas com duas equipas portuguesas, Sporting de Tomar e Valongo, uma vez que Sporting, FC Porto, Oliveirense, Benfica e Óquei de Barcelos autoexcluíram-se em desacordo com o novo formato da prova.

Além das cinco formações portuguesas, também desistiram de participar na prova os espanhóis do Noia, FC Barcelona, Liceo da Corunha, Réus e Caldes, os franceses do SCRA Saint-Omer e os italianos do Forte dei Marmi.

Valongo–Sporting de Tomar – as declarações dos treinadores

Resultado do jogo foi decidido nos penaltis. Fotografia: Vídeo do Jornal Abarca

Declarações após o jogo Valongo–Sporting de Tomar (4-4 no final do prolongamento, 3-1 após desempate por grandes penalidades), da primeira meia-final da Liga Europeia de hóquei em patins, realizado hoje no Palácio dos Desportos de Torres Novas:

– Edo Bosch (treinador do Valongo): “Tínhamos as nossas estratégias e um dos pontos-chave de que falei aos jogadores foi o coração. Hoje o coração quis muito mais. Passou por cima das táticas, da cabeça(…) O coração destes jogadores não cabe hoje no peito. Não é fácil começar o jogo a ganhar, chegar ao intervalo a perder 3-1 e depois ‘levaram’ o 4-1. Mas eles acreditaram no final. Se já era um orgulho trabalhar com estes guerreiros, hoje o orgulho é o dobro, não só pelo hóquei que jogam e pela união, mas também pelo querer. É um orgulho ser treinador destes grandes jogadores.

Isto hoje, para mim, foi uma grandíssima final de hóquei em patins. O Tomar colocou-nos muitas complicações e qualquer das equipas podia ter ganho. Se tivesse ganho, o Tomar seria um justo vencedor. Mas a sorte no final das grandes penalidades caiu para o nosso lado. Vamos descansar, analisar o nosso rival e tentar levar o ‘caneco’ para Valongo.

Queríamos primeiro chegar a esta final. Conseguimos. Finais são para ganhar e amanhã [domingo], seja quem for o adversário, vamos com todo o respeito, tentar ganhar.”

– Nuno Lopes (treinador do Sporting de Tomar): “Não entrámos bem no jogo, depois conseguimos fazer o mais difícil, que era virar o resultado. Estando a perder, tornava-se difícil para nós. O mais difícil foi feito, chegámos ao 4-1. Deixámos de atacar um pouco e não podemos. Tínhamos de fazer o quarto, o quinto, o sexto [golos] e guardar a nossa baliza.

Houve coisas que não foram bem feitas por nós. Não há aqui sorte ou azar. Não podíamos ter deixado de ir à baliza adversária. Na segunda parte, deixámos. No prolongamento foi mais do mesmo. É o que faz a diferença de uns para os outros.

Há que cumprimentar o Valongo, porque foi à procura do jogo. Houve algum demérito como defendemos duas ou três situações que não podiam ter acontecido. Mas não vou ser crítico para a minha equipa. É a frieza dos números. Infelizmente perdemos. Queríamos ganhar no jogo corrido, tivemos tudo para ganhar e não o conseguimos fazer”.

Resultado do jogo foi decidido nos penaltis. Fotografia: Vídeo do Jornal Abarca

Trissino junta-se ao Valongo na final da Liga Europeia de hóquei em patins

O Trissino vai disputar a final da Liga Europeia de hóquei em patins com o Valongo, depois de ter vencido hoje os também italianos do Sarzana, por 4-0, na segunda meia-final da ‘final four’, disputada em Torres Novas

Num embate equipas italianas, comandadas pelos irmãos Alessandro e Mirco Bertolucci, levou a melhor o mais forte: com dois golos em cada metade, o Trissino resolveu a eliminatória com facilidade e garantiu um lugar na final, no domingo.

Favorito à partida, o Trissino quis confirmar os créditos, resolvendo rapidamente a eliminatória frente ao modesto Sarzana. Afinal, defrontavam-se em Torres Novas o primeiro e o 10.º do campeonato italiano e no dia seguinte havia a final da Liga Europeia para disputar.

Se assim pensou a equipa de Alessandro Bertolucci, melhor o fez: dois golos na primeira parte sublinharam a diferença de nível considerável entre as duas equipas, com o Trissino a jogar o suficiente para ganhar vantagem e depois gerir até ao fim.

O internacional angolano João Pinto assumiu o comando das operações da equipa e o Trissino esteve sempre por cima no jogo. Marcou primeiro, sem surpresa, aos 12 minutos, quando Emanuel Garcia aproveitou uma falha de marcação.

Depois, perante a empenhada mas inconsistente tentativa de reação por parte do adversário, elevou aos 17 minutos, pelo mesmo João Pinto, na recarga a uma grande penalidade.

Esforçado, o Sarzana levou para a segunda parte a vontade de contrariar a desvantagem, na esperança de aproveitar algum relaxamento do Trissino.

Dessa forma conseguiu algum ascendente no recomeço, mas o voluntarismo em excesso foi pago com mais dois golos sofridos, ambos de Giulio Cocco: primeiro na insistência após um livre e depois diretamente, num castigo do mesmo tipo.

Com 10 minutos para jogar e sem história, o jogo confirmou a vitória do Trissino, que encontra o Valongo no domingo, às 15:00, no Palácio dos Desportos de Torres Novas.

Jogo no Palácio dos Desportos de Torres Novas.

Trissino – Sarzana, 4-0

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores:

1-0, Emanuel Garcia, 12 minutos.

2-0, João Pinto, 17.

3-0, Giulio Cocco, 32.

4-0, Giulio Cocco, 41.

Sob a arbitragem de Miguel Diaz (Espanha), Jonatan Sánchez (Espanha) e Ivan González (Espanha), as equipas alinharam:

– Trissino: Stefano Zampoli, Andrea Malagoli, Giulio Cocco, Davide Gavioli e Francisco Ipinazar.

Jogaram ainda João Pinto, Roger Bars, Alessandro Faccin e Emanuel Garcia.

Treinador: Alessandro Bertolucci.

– Sarzana: Simone Corona, Pol Pedrol, Pablo Bailon, Joan Pedrol e Francesco Rossi.

Jogaram ainda Francesco Rinalds, Davide Borsi, Matteo Cardella e Ernest Cinquini.

Treinador: Mirco Bertolucci.

Assistência: cerca de 100 espetadores.

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