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Utentes de Salvaterra de Magos concentram-se na sexta-feira por mais médicos de família

O Movimento de Utentes de Salvaterra de Magos (MUSM) vai organizar uma concentração na próxima 6.ª feira, dia 1 de julho, às 19h00, à Porta do Centro de Saúde de Salvaterra de Magos “para Defender o Serviço Nacional de Saúde”.
O movimento apela à população do Concelho de Salvaterra de Magos para participar neste protesto que, a exemplo, de muitos outros que estão a realizar na região, “exige Médicos de Família para todos”.

O movimento exige ainda a reabertura das extensões de saúde encerradas em Muge e Granho.
Segundo o MUSM, “no concelho de Salvaterra de Magos há mais de 16.500 utentes sem médico de família. Ou seja, mais de 75 % da população não tem direito a médico de família, o que coloca o concelho como um dos piores no distrito de Santarém quanto à prestação de cuidados de saúde primários”.
O MUSM adianta que “no Centro de Saúde de Glória do Ribatejo, de dois médicos a tempo inteiro, passou-se para uma situação com apenas um médico. Com a saída da Dr.ª Yudyd Jorge, ocorrida a 29 de Abril, ficaram todos os utentes servidos por esta médica sem acesso a consultas. E neste momento há apenas uma médica a dar consultas de forma provisória, apenas uma vez por semana, durante meio-dia. Não estando assegurada sequer a sua continuidade, nem em que condições haverá consultas no mês seguinte. Ficando apenas um médico a prestar serviço às populações de Glória do Ribatejo, Muge e
Granho que, entre si, somam quase 5 mil utentes”.
Ainda segundo o Movimento, “em Salvaterra de Magos há apenas 1 médico de família fixo a servir as populações; existem outros médicos que prestam serviço na mesma extensão de saúde, mas de forma irregular, o que dificulta sobremaneira o agendamento de consultas”.

Para além disso, adianta, “o edifício evidencia alguns problemas estruturais e de manutenção, necessitando de obras urgentes para a sua resolução”.
O MUSM constata que, “em Muge e Granho, pesa significativamente o facto de as extensões de saúde das freguesias terem encerrado em 2008 e os transportes públicos, que permitem às populações a deslocação até ao Centro de Saúde de Glória do Ribatejo, serem bastante escassos e com horários completamente desajustados às necessidades”.
O movimento adianta que “em Marinhais depois da saída do Dr. César e posteriormente do Dr. Cristian ficou-se sem médicos efetivos. Neste momento estão dois médicos temporários, o que dificulta agendar as consultas. Atualmente mais de metade da população de Marinhais não tem médico de família. Existem crianças e grávidas sem as consultas obrigatórias, idosos e doentes crónicos que demoram meses a ter credenciais de medicação”.
Acresce ainda que o Centro de Saúde de Marinhais é antigo, exíguo, funciona no primeiro piso de um edifício residencial, encontrando-se completamente obsoleto para dar a resposta adequada a uma população de mais de 6 mil utentes.

O movimento refere que o Município de Salvaterra de Magos já disponibilizou um
terreno para a construção de um novo equipamento público de prestação de cuidados de saúde primários. Pelo que o MUSM exige resposta célere do Ministério da Saúde no sentido de se avançar com o processo.
O MUSM considera que “os dois hospitais públicos que servem o concelho – Santarém e Vila Franca de Xira – são relativamente longe sem esquecer, mais uma vez, que os transportes públicos que efetuam essas ligações são praticamente inexistentes”.
O movimento conclui assim que “é totalmente inadmissível o estado a que chegou a prestação de cuidados de saúde primários no concelho de Salvaterra de Magos, sem que nada tenha sido feito para reverter este quadro. Esta desresponsabilização do Estado acontece à revelia da Constituição da República Portuguesa que prevê o direito à Saúde com a implantação de um SNS universal, geral, gratuito e de proximidade e que cubra efetivamente todo o território nacional”.
O MUSM reclamara para os utentes no Concelho de Salvaterra de Magos: médicos e enfermeiros de família para todos os utentes; contratação de secretários clínicos e assistentes operacionais; reabertura das extensões de saúde de Muge e Granho; melhores condições nas infraestruturas dos Centros de Saúde; construção de um novo centro de saúde em Marinhais; pela disponibilização de materiais médicos; um Serviço Nacional de Saúde universal, geral, gratuito e de proximidade”.

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