Quinta-feira, Agosto 11, 2022
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Eles comem tudo e não deixam nada (podcast)

Os novos vampiros chegam carregados de lustro, exibindo riqueza farta em sinónimo de gente de bem!

Governo ditos socialistas responsáveis, social-democratas e outros atas, de um país e de uma Europa atada num sistema de nós cegos, finanças cegas, corrupções legalizadas. Eles “são os mordomos do universo todo / senhores à força mandadores sem lei…

Enquanto o Estado lhes oferece milhões eles ostentam o seu distintivo de exploradores pioneiros do universo como Mário Ferreira – apesar da [fraca] justiça o constituir arguido.

No céu cinzento sob o astro mudo / Batendo as asas pela noite calada / Vêm em bandos com pés veludo / Chupar o sangue fresco da manada”; foi assim com os lesados do BES, hoje Novo Banco, permanentemente agiota sobre o Estado e todos nós. Foi com pés de veludo que o Lone Star veio e ficou. Continua comendo tudo, para não deixar nada.

Os lucros agora anunciados, pelo Novo Banco, podem parecer despautério perante tão “grave” crise, perante tanta investigação ao mandador vindo do centro do império e aos seus mordomos, e o governo não se interroga: e agora, quanto devolvem ao Estado? Sim, não diz o governo ser preciso mais dinheiro para a saúde, sim, não temos falta de médicos, falta de enfermeiros, falta de professores, falta de auxiliares nas escolas e nos hospitais, falta de técnicos nas ambulâncias do INEM, falta de polícias (…)?!

Não é de pasmar? Os mandadores do mercado ditaram a regra: agora é inflação. Mas, quem são os mandadores do mercado? Eles aí estão anunciando lucros nunca vistos, justificados pela cegueira de uma guerra na qual ninguém quer a paz!

Eles, os investidores, imperadores do dinheiro e dos governos, dizem ter direito aos lucros conseguidos com os nossos pagamentos. Eles, os governantes – seus mordomos – confirmam e lançam-se em sua defesa, é o mercado, é o liberalismo, é a lei da oferta e da procura; não, impostos sobre o excesso dos seus lucros não!

Pasme-se, pasme-se, lucros em excesso, quanto comedida é a expressão! Pasme-se, o mercado é duramente um deus menor, não, um Deus maior que Deus… Pasme-se, não é este governo dito socialista?! Pasme-se! Quanta violência económica sobre a população, quanta queixa sobre o aumento do salário mínimo que para muitos patrões está sempre em excesso… E o lucro nunca está em excesso, Deus mercado?

Pasme-se, aqueles, muitos, mandadores sem lei que batem no peito e juram pela fé perante o sucessor de S. Pedro, fazem orelhas moucas quando este Papa lhes pede que não esqueçam os pobres e o meio ambiente ou os acusam de agressivo.

Pasme-se este mundo, pasme-se este país!

“No chão do medo tombam os vencidos / Ouvem-se os gritos na noite abafada / Jazem nos fossos vítimas dum credo / E não se esgota o sangue da manada

Eles comem tudo, eles comem tudo / Eles comem tudo e não deixam nada…”

Um abraço Zeca, hoje dia 2 do mês do imperador Augustus, fazes 93 anos. Cá estamos, a lutar contra estes mandadores imperadores!

Vítor Franco

 

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