Sábado, Maio 18, 2024
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Investidores privados querem construir aeroporto em Santarém

Nem Montijo, nem Alcochete. Há um grupo de investidores privados que quer construir o novo aeroporto em Santarém. A notícia merece destaque na edição do Expresso desta sexta-feira.

O Expresso não revela quem é o grupo de investidores privados, mas adianta que eles andam há cerca de três anos a estudar aprofundadamente uma nova localização para o futuro aeroporto português: a região de Santarém.

Segundo o semanário, o projeto poderá começar apenas como uma infraestrutura regional e, na versão mais curta, com uma pista e um investimento que poderá ser inferior a mil milhões de euros.

Adiantam que o aeroporto pode ser feito de forma modelar e por fases, arrancando de forma célere com uma pista e com capacidade para 10 milhões de passageiros. E depois, com o tempo e conforme a necessidade, evoluir para três pistas e transformar-se no novo aeroporto internacio­nal, lugar hoje ocupado pelo Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

De acordo com o Expresso, não precisam de investimento público, e esse é um dos trunfos desta nova localização, considerando que o investimento será financiado pelas taxas aeroportuárias em curso.

O investimento não poderá, contudo, avançar sem o apoio do Estado, que acabará por estar envolvido no necessário processo de licenciamento aeroportuário e na even­tual atribuição do caráter e de investimento estratégico, do tipo Projeto de Interesse Nacional (PIN).

“Existe o interesse manifestado por parte de operadores e investidores tier one mun­diais, que acompanham e ou participam na elaboração e evolução dos estudos há mais de dois anos e que têm interesse em integrar o consórcio para o investimento e a gestão do novo aeroporto”, avança o já referido documento de apresentação da proposta de localização em Santarém.

Os promotores defendem também que para avançar não será necessária a luz verde ou concordância da concessionária ANA, uma vez que esta localização fica fora da sua área de exclusividade, que são 75 quilómetros, contabilizados a partir dos aeroportos que controla. A ANA — embora afirme que está disponível para investir onde o Governo quiser, tem mostrado preferência pelo investimento no Montijo, projeto que foi já, aliás, alvo de um memorando de entendimento assinado com o Estado português — deixará assim de ser um entrave jurídico.

Os promotores e investidores, que por enquanto se mantêm no anonimato, garantem ao Expresso que esta nova localização não tem problemas ambientais nem irá perturbar a vida das populações locais com poluição sonora, porque é uma zona muito pouco povoada. E asseguram que têm estudos realizados nos três últimos anos para o provar. Têm também propostas sobre o que fazer quanto às acessibilidades e dizem que o investimento adicional a fazer não é significativo.

A região está integrada em dois eixos vitais de comunicação rodoviários e ferroviá­rios do país: a autoestrada A1, que liga Lisboa ao Porto, e a linha de caminho de ferro que liga o país de norte a sul. De comboio até ao Oriente são 40 minutos, um tempo que, sublinham, compara bem com o que se pratica nos grandes aeroportos internacionais na ligação à capital.

Resta saber como irá o Governo receber esta proposta, que já será do seu conhecimento. E quem serão os investidores disponíveis para avançar.

 

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8 comentários

  1. Em Santarem so com tgv e qual o custo do desvio da linha de tgv para Passar pelo aeroporto proposto ? Se isto for explicado e suportavel então seria Uma ideia a equacionar.

  2. Santarém não fica a 40 minutos de Lisboa de comboio e quando o comboio existe . Em santarem , a mais de 70km de Lisboa , só seria boa ideia com TGV e esta seria a ultima estação antes de Lisboa . Agora esta localização só é viavel desde que se mantenha o aeroporto na Portela , sem este aeroporto Lisboa seria uma das capitais com um aeroporto mais distante. Resumindo , com as linhas de TGV já tão faladas e já agora atenção : A LINHA DE TGV PROJETADA PASSA POR LEIRIA E NÃO POR SANTARÉM . Vamos mudar tudo de novo e adiar tudo ?

  3. Com o aeroporto em Santarém a linha do TGV tem que ser desviada. Não faz qualquer sentido esta estrutura sem uma ligação rápida a Lisboa. O atual traçado do TGV ainda é um projecto e nada foi feito ainda. Só há contratualização entre Porto e Soure já com alterações nas estações.
    O aeroporto da Portela é para acabar porque Lisboa é uma das únicas capitais com aeroporto dentro da cidade. Nas capitais europeias há aeroportos principais a mais de uma hora de distância.

  4. O aeroporto em Santarém faz todo o sentido, dado que se encontra, praticamente, a meio do país, serve o polo industrial de Leiria e com o TGV a passar em Santarém possibilita uma deslocação de passageiros à capital, em cerca de 37 minuto, o que é ótimo! O TGV ao não passar pelo entroncamento é perfeito, porque permite reforçar o nº de comboios na linha do Norte ( interna) e com novas paragens. O escoamento de mercadorias internamente, tb, poderá ser muito reforçado e com grande impacto ambiental, para além de, constituir um verdadeiro acelerador da economia empresarial nesta zona do país tão rica, mas tão desprezada pelo nosso Governo. Penso que é o local ideal para bem servir o país em todos os aspetos e interesses da população, com custos reduzidos e aproveitando as infraestruturas já existentes. Na minha opinião, é o local perfeito para um aeroporto internacional, visando descongestionar a capital e que pode ir sendo construído faseadamente.

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