Quarta-feira, Junho 12, 2024
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Presidente Marcelo considera adequada decisão do Governo em decretar situação de alerta

O Presidente da República considerou hoje adequada a decisão do Governo em decretar a situação de alerta entre domingo e terça-feira devido ao risco de incêndios.

“Não por uma razão. Quando foi decidido isso [situação de alerta] ainda não havia Ourém [incêndio], em segundo lugar há aqui uma realidade que foi referida hoje que é a renovação dos recursos humanos e dos meios materiais”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas quando questionado sobre se a decisão do Governo era tardia, à margem da Romaria de Nossa Senhora d´Agonia, em Viana do Castelo.

Segundo o Chefe de Estado, é fácil para quem vê de longe dizer pega-se neste veículo e coloca-se ali, mas isso não é instantâneo e demora tempo.

“E daí que tivesse havido esse compasso de espera para permitir o reajustamento do dispositivo, quer humano, quer material”, referiu.

Marcelo Rebelo de Sousa, que pela primeira vez como Presidente da República marca presença nas festas de Viana do Castelo, começou a descer a avenida principal já passavam das 21:00 onde, pelo caminho, tem sido “engolido” e ovacionado pela população ao som da canção de Amália Rodrigues “Havemos de ir a Viana”.

O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, anunciou hoje que o território continental vai estar em situação de alerta entre os dias 21 e 23 de agosto devido ao risco de incêndios.

“Tomámos a decisão de determinar a situação de alerta para os dias 21, 22 e 23 – domingo, segunda e terça-feira, com reavaliação na segunda-feira ao fim do dia, tendo em vista reavaliar a necessidade de manter ou alterar a situação de alerta. Toda esta circunstância se aplica ao território continental”, afirmou o governante, após uma reunião na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras).

Em conferência de imprensa, José Luís Carneiro explicou também que a determinação da situação de alerta durante este período pressupõe “especiais limitações quanto ao uso do fogo, ao uso de máquinas e ao uso de trabalhos agrícolas, bem como no que diz respeito ao acesso aos espaços florestais”, sublinhando que a utilização do fogo é apontada como causa em 54% das ocorrências, aos quais se juntam outros 10% de causas diversas.

PR garante estar a acompanhar “permanentemente” fogo em Ourém

O Presidente da República garantiu hoje que, apesar de estar na Romaria de Nossa Senhora d´Agonia, em Viana do Castelo, está a acompanhar “permanentemente” o incêndio em Ourém, sendo os meios disponibilizados até agora os “possíveis e adequados”.

“Mesmo eu estando aqui [Viana do Castelo] não deixarei de acompanhar permanentemente a situação [Ourém]”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas antes de descer a avenida principal desta cidade onde, ao longo do percurso, tem estado rodeado de uma imensa multidão que o ovaciona ao som da música “Havemos de ir a Viana”, da fadista Amália Rodrigues.

O Chefe de Estado adiantou que, segundo informações que vai recebendo, os meios que estão a ser mobilizados para o fogo são os considerados “possíveis e adequados” para a situação.

Além disso, o Presidente da República realçou que, sendo de noite, não é possível utilizar meios aéreos.

“Vamos ver se é preciso reforçar os meios ao longo da noite, esperamos que não e que haja descida da temperatura”, afirmou.

Pelo menos 50 pessoas foram retiradas hoje das suas casas, por precaução, devido ao incêndio que deflagra desde as 14:40 no concelho de Ourém, distrito de Santarém, disse à Lusa o presidente da câmara, Luís Albuquerque.

“Estamos a falar de um território muito disperso, com casas muito dispersas no meio da floresta, e por uma questão de precaução entendemos por bem ir evacuando algumas casas, prevendo que o fogo poderia chegar perto dessas casas. Isso efetivamente foi feito, mas povoações inteiras não”, explicou o presidente da Câmara de Ourém.

Este incêndio obrigou ao corte da circulação ferroviária na Linha do Norte, desde cerca das 18:30, e atingiu um aviário, disse à Lusa ao final da tarde fonte do Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Santarém.

A tarde de hoje também ficou marcada por um acidente entre um veículo dos bombeiros, que combatia este incêndio, e um automóvel, tendo provocado três feridos ligeiros, ocupantes da viatura particular, que foram assistidos no Hospital de Leiria.

A propósito dos incêndios, Marcelo Rebelo de Sousa ressalvou que algumas das zonas atingidas pelos fogos não têm unidades militares próximas e isso é “um problema”.

“É um problema sobre o qual se terá de pensar um dia”, sublinhou.

Segundo a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), às 23:15, o incêndio mobilizava 575 operacionais, com o apoio de 172 veículos.

O alerta para o fogo foi dado às 14:40, na localidade de Carvalhal, na freguesia de Espite.

 

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