Segunda-feira, Julho 22, 2024
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Neofascistas ganham eleições – Meloni reivindica liderança do próximo governo italiano

A presidente do partido Irmãos de Itália (FdI), Giorgia Meloni, declarou hoje vitória nas eleições legislativas de domingo em Itália, reivindicando a liderança do próximo governo.

No primeiro discurso após a votação de domingo, Meloni garantiu que o partido irá governar “para todos” e “para que os italianos se possam orgulhar de ser italianos”.

“Os italianos enviaram uma mensagem clara de apoio a um governo de direita liderado” pelo FdI, disse Meloni, que deverá tornar-se a primeira mulher a liderar o executivo de Itália, à imprensa na capital, Roma.

De acordo com resultados parciais, a coligação de direita e extrema-direita – liderada pelo FdI e que reúne ainda a Liga, de Matteo Salvini, e o partido conservador Força Italia, de Silvio Berlusconi – obteve entre 43% dos votos nas legislativas.

O bloco de centro-esquerda, liderado pelo Partido Democrático, de Enrico Letta, deverá ter 26% dos votos.

“É hora de os italianos voltarem a ter um governo que sai de uma decisão nas urnas e é algo em que todos têm que prestar contas,” sublinhou Meloni.

A política de 45 anos lamentou uma campanha eleitoral que descreveu como “agressiva e violenta” e assegurou que “a Itália e a União Europeia precisam do contributo de todos perante a complexa situação” em que se encontram.

A participação nas eleições gerais da Itália no domingo foi de cerca de 63,81%, abaixo do valor de 72,9% registado nas eleições de 2018, disse a ministra do Interior italiana, Luciana Lamorgese.

Meloni lamentou a abstenção de 36%, a mais elevada de sempre, e assegurou que o objetivo será “reconstruir a relação entre o Estado e os cidadãos”.

“O desafio agora é fazer com que as pessoas acreditem nas instituições; muitos italianos ainda decidem não confiar”, disse.

“Temos que entender a responsabilidade que nos deram dezenas de milhões de italianos, não vamos trair essas pessoas”, prometeu Meloni.

Bruxelas espera “cooperação construtiva com novo governo italiano

A Comissão Europeia escusou-se hoje a comentar os resultados das eleições legislativas em Itália, ganhas pelo partido nacionalista Irmãos de Itália (FdI), afirmando apenas esperar ter “uma cooperação construtiva com as novas autoridades italianas”.

Na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, o porta-voz principal do executivo comunitário, Eric Mamer, começou por recordar o princípio da instituição de “nunca comentar resultados de eleições nacionais” e sublinhou que, na sequência das eleições de domingo, aguarda-se agora “a formação de um governo, segundo os procedimentos constitucionais de Itália”.

Questionado sobre se a Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen está pronta a trabalhar com um governo dirigido pela líder de um partido considerado de extrema-direita, o porta-voz respondeu que “a Comissão trabalha com os governos que saem das urnas das eleições nos países da União Europeia, e neste caso não vai ser diferente”.

“Esperamos ter uma cooperação construtiva com as novas autoridades italianas”, afirmou então.

Desafiado a comentar o facto de cerca de um terço dos italianos terem votado em forças políticas consideradas antieuropeístas, Eric Mamer disse que não cabe à Comissão Europeia “comentar a campanha eleitoral” ou “tentar explicar as razões que levaram os italianos a votar da forma como o fizeram”.

Ainda assim, observou que houve toda uma série de assuntos a marcar estas eleições e comentou que “encarar estas eleições como uma espécie de julgamento sobre a Europa parece uma simplificação extrema”.

A presidente do partido Irmãos de Itália, Giorgia Meloni, declarou na última noite a vitória nas eleições legislativas de domingo em Itália, reivindicando a liderança do próximo Governo.

No primeiro discurso após a votação de domingo, Meloni garantiu que o partido irá governar “para todos” e “para que os italianos se possam orgulhar de ser italianos”.

“Os italianos enviaram uma mensagem clara de apoio a um Governo de direita liderado” pelo FdI, disse Meloni, que deverá tornar-se a primeira mulher a liderar o executivo de Itália, à imprensa na capital, Roma.

De acordo com resultados parciais, a coligação de direita e extrema-direita – liderada pelo FdI e que reúne ainda a Liga, de Matteo Salvini, e o partido conservador Força Italia, de Silvio Berlusconi – obteve entre 43% dos votos nas legislativas.

O bloco de centro-esquerda, liderado pelo Partido Democrático, de Enrico Letta, deverá ter 26% dos votos.

O partido Irmãos de Itália, liderado por Giorgia Meloni, foi fundado em 2012 e tem raízes no Movimento Social Italiano (MSI), fundado pelos seguidores do ditador fascista Benito Mussolini.

 

 

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