Domingo, Junho 16, 2024
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Demitiu-se o cardiologista do CHMT que tinha sido destituído do cargo de diretor de serviço em Abrantes

O médico David Durão que foi destituído na semana passada do cargo de Diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), mas que continuava em funções no serviço, decidiu rescindir o contrato de trabalho e apresentou a demissão esta sexta-feira: “Eu acabei de rescindir hoje o meu contrato e o meu vínculo à instituição onde trabalhava”.

A notícia, avançada pela SIC Notícias, revela que esta é a terceira demissão na Cardiologia do CHMT neste mês de outubro, tendo ficado apenas quatro médicos no serviço. Desses quatro médicos do Centro Hospitalar, nenhum faz urgências, por terem todos mais de 55 anos.

Para já, a Administração tem como único recurso para as escalas de urgência a utilização de prestadores de serviço externos, os chamados médicos tarefeiros, que nem sempre estão disponíveis para acorrer ao hospital de Abrantes, onde funciona a valência de Cardiologia. O problema das escalas nas urgências e da falta de capacidade para as preencher estiveram na origem da destituição do então Diretor de Serviço, no passado dia 12.

Em comunicado, o conselho de administração do CHMT, presidido por Casimiro Ramos, justificou a destituição com a “incapacidade de o diretor de serviço demitido adotar medidas para garantir um nível satisfatório nas escalas de Cardiologia de apoio à Urgência Médico-Cirúrgica de Abrantes”, que serve toda a população da região do Médio Tejo, cerca de 266 mil habitantes.

O cardiologista em causa diz ter-se tratado de uma situação “inédita”. Em declarações à Lusa no próprio dia da destituição, referiu tratar-se de “é um problema nacional que está a suceder em várias especialidades e serviços” do Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Nunca vi nenhum diretor de serviço ser destituído porque, infelizmente, não consegue completar a escala por falta de elementos médicos”, disse à Lusa.

Hoje, diz que sai com “desgosto” mas grato pelo trabalho realizado nos dois anos de serviço no hospital, congratulando-se, por exemplo, por ter reduzido a lista de espera para primeiras consultas de aproximadamente 370 dias para 42 em apenas seis meses de trabalho, mesmo durante a pandemia.

Entretanto, o médico já trabalhava no hospital da CUF em Santarém.

Apesar destas três demissões numa equipa de sete elementos, a Administração do CHMT garantiu à SIC Notícias que a atividade assistencial aos doentes é satisfatória e que está assegurado o socorro a doentes urgentes de cardiologia, tanto mais que podem ser atendidos por médicos de outras especialidades e depois reencaminhados para hospitais da Grande Lisboa.

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