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PRR: Costa destaca papel das agendas mobilizadoras, com investimento de 2.900ME em inovação

O primeiro-ministro disse hoje que as 51 agendas mobilizadoras já aprovadas constituem uma das componentes fundamentais do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) envolvendo 2.900 milhões de euros na capitalização e inovação empresarial.
António Costa falava na apresentação da unidade da Fusion Fuel que vai funcionar em Benavente, no âmbito do consórcio do Sines Green Valley para produção de hidrogénio verde, no que disse ser um contributo para a criação de uma nova fileira industrial e a reindustrialização do país.
Costa afirmou que o conjunto das agendas mobilizadoras irá permitir a criação de 18.000 postos de trabalho e que os produtos ou serviços inovadores que está previsto serem criados “valem 8,7 mil milhões de euros, ou seja, quase quatro vezes mais que o investimento que está previsto ser apoiado pelo PRR”.
“Isso significa, necessariamente, que o nosso Produto Interno Bruto (PIB) vai aumentar”, declarou, na primeira visita de uma semana que será dedicada à assinatura ou visita a projetos em execução da agenda mobilizadora, no âmbito do “Roteiro PRR” que iniciou a semana passada para verificar no terreno projetos em marcha em todo o território nacional.
O PRR envolve mais de 18 mil milhões de euros entre subvenções e empréstimos até 2026, tendo Costa afirmado que as agendas mobilizadoras constituem provavelmente o programa “mais desafiante, mais inovador”, ao permitir “aportar valor acrescentado” ao que é produzido no país, essencial para um aumento significativo do PIB.
Segundo afirmou, as 51 agendas mobilizadoras envolvem 1.228 entidades, 900 das quais empresas, 114 entidades do sistema científico e tecnológico, para além de entidades da Administração Pública ou outras que não são financiadoras.

Unidade da Fusion Fuel em Benavente inserida na estratégia nacional para o hidrogénio

Referindo-se ao projeto que hoje visitou, António Costa afirmou que ele se insere na Estratégia Nacional para o Hidrogénio, lembrando que, quando a anunciou, foi “hipercriticado”.
“Em boa hora o fizemos. Desde 24 fevereiro de 2022 [data da invasão da Ucrânia pela Rússia] ninguém tem menor dúvida de como a Europa tem a maior urgência em substituir o gás natural que consome por hidrogénio verde”, disse, salientando que Portugal tem condições e recursos naturais como nunca teve “nas outras revoluções energéticas”, o que o torna particularmente competitivo na produção de hidrogénio à escala mundial.
O consórcio que está a desenvolver o projeto reúne componentes produzidas no país, que resultam de investigação e de patentes nacionais, destinando-se a servir a indústria nacional e à exportação, salientou.
A unidade da Fusion Fuel em Benavente destina-se a aumentar a capacidade de produção de eletrolisadores, atualmente centrada no Sabugo, em Almargem do Bispo (Sintra), dos atuais 20 megawatts por ano até 500 em 2025, com um crescimento dos postos de trabalho dos atuais 156 para cerca de 350.
O projeto insere-se na componente das agendas mobilizadoras do PRR, envolvendo o Sines Green Hydrogen Valley um investimento total de 122 milhões de euros, 8,7 milhões dos quais destinados a investigação, inovação e desenvolvimento, tendo obtido um incentivo de 36 milhões de euros.

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