Domingo, Junho 16, 2024
InícioMundoMarcelo pede cooperação e bom senso de líderes mundiais pela paz e...
banner-complexo-aquático

Marcelo pede cooperação e bom senso de líderes mundiais pela paz e contra extremismos 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou a uma “fraternidade cooperativa” em termos globais, com “bom senso das lideranças políticas”, que favoreça a paz e a estabilidade e o combate aos extremismos.

O chefe de Estado falava na cerimónia de apresentação de cumprimentos de Ano Novo pelo corpo diplomático acreditado em Portugal, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, que não contou com representantes da Federação Russa nem da Bielorrússia.

“Excelências, neste início de 2023, em nome de Portugal e dos portugueses, faço votos para que o novo ano traga a vossa excelências, aos vossos povos e aos vossos chefes de Estado sucesso e prosperidade, paz e estabilidade, alicerçados num duradouro espírito de fraternidade cooperativa de que o mundo tanto precisa”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu “conciliação robustecida nos muitos conflitos dispersos geograficamente e nos roteiros de paz ambicionados, em particular na martirizada Ucrânia”.

Na sua mensagem, disse também esperar “cooperação reforçada na luta contra as alterações climáticas e seus efeitos na segurança alimentar e nas migrações forçadas” e “coordenação revigorada no combate às desigualdades, à pobreza, ao extremismo político e religioso”.

“Concordância rejuvenescida nos instrumentos multilaterais indispensáveis e ao nosso dispor, convergência estimulada pelo bom senso das lideranças políticas”, completou.

O Presidente da República defendeu que o multilateralismo é ainda mais necessário neste “tempo geopolítico tenso, marcado pela dupla crise da pandemia e da guerra, mas também pelo catastrofismo climático, violações de direitos humanos em particular contra as mulheres, extremismos religiosos, radicalismos interétnicos, migrações forçadas, pobreza extrema, nacionalismos variados e beligerâncias comerciais”.

“Reverter o sucesso do multilateralismo será cavar o fosso entre as nossas nações e os nossos povos, quando mais precisamos uns dos outros. Não contem com isso com Portugal para tal”, afirmou.

Aos representantes diplomáticos estrangeiros, Marcelo Rebelo de Sousa assegurou que Portugal continuará “ainda mais ativo na defesa da Carta das Nações Unidas e no sucesso do secretário-geral António Guterres” e “ainda mais atuante na dimensão transatlântica, no valor estratégico da NATO”.

Portugal vai estar “ainda mais presente nos desafios da segurança, da coesão, da prosperidade e do futuro da União Europeia” e, por outro lado, “ainda mais enérgico e dedicado em África e na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)” e “ainda mais dinâmico no espaço ibero-americano, em particular com o Brasil – ele próprio mais multilateral e interventivo no mundo”, prometeu.

No plano interno, manifestou-lhes a certeza de que Portugal podem contar “com um Portugal ainda mais ágil e recetivo ao investimento estrangeiro, com mais coesão territorial e menos concentração da riqueza, com mais emprego digno e menos precariedade no trabalho, mais justiça intergeracional e menos atrito social“.

Segundo o Presidente da República, à incerteza e imprevisibilidade vigentes, “Portugal responde com a certeza da sua identidade aberta e tolerante“, com “a constância dos seus compromissos bilaterais e multilaterais”, com “a defesa e alargamento dos valores democráticos e pluralistas” e com “a estabilidade do seu regime político, da sua economia, da sua concertação social”.

“À agressividade deste nosso tempo conjunto, Portugal responde com os seus valores e princípios humanistas, acolhendo vossa excelências, os vossos povos, os vossos estados num caminho solidário”, acrescentou.

O chefe de Estado aproveitou esta ocasião para referir que Portugal apoia “vigorosamente” a recandidatura de António Vitorino ao cargo de diretor-geral da Organização Internacional para as Migrações, que disse ver “com júbilo crescentemente apoiado”.

No início do seu discurso, salientou que Portugal irá receber neste ano o encontro católico Jornada Mundial da Juventude e declarou que “Portugal receberá de braços abertos o santo padre, mas também povos e culturas vindos do mundo inteiro”, projetando a sua identidade de “plataforma permanente entre religiões, culturas e gerações”.

Deixe o seu comentário

por favor, escreva o seu comentário
Por favor, escreva aqui o seu nome

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Também pode ler

Subscreva a newsletter

Receba as notícias do dia do jornal Mais Ribatejo diretamente na sua caixa de email.

Artigos recentes

Comentários recentes

pub
banner-união-freguesias-cidade-santarem

Mais Ribatejo _ PopUp _ BolsaRecrutamentoULSETEJO 

banner fna24