Quarta-feira, Junho 12, 2024
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Convenção do Chega – Ventura reeleito presidente com 98,3%

André Ventura, candidato único à liderança do Chega, foi hoje reeleito presidente da direção do partido com 98,3%% dos votos, anunciou o presidente da Mesa da V Convenção Nacional, Jorge Galveias.

O professor doutor André Ventura foi eleito com 98,3% dos votos“, anunciou o dirigente.

Cerca de meia hora depois, o Chega divulgou os resultados oficiais. Ventura obteve 648 votos a favor (98,3%), seis brancos (0,9%) e cinco nulos (0,8%).

Ventura era candidato único à liderança. Foi agora eleito para um mandato de três anos, que pode ser prolongado, de acordo com os estatutos de 2019 que vigoram no partido.

André Ventura já foi a votos várias vezes, tendo obtido sempre resultados acima dos 90%.

Na primeira vez que se apresentou a votos, na convenção fundadora do partido, em junho de 2019, teve 94% dos votos.

Em abril de 2020 demitiu-se do cargo, tendo sido foi reeleito em eleições diretas em setembro desse ano, com um resultado de 99,1%.

Em 06 de março de 2021, o partido volta a eleger Ventura em novas diretas, com 97,3%, na sequência da sua demissão por, nas eleições presidenciais de 24 de janeiro, nas quais foi o terceiro mais votado, ter falhado os objetivos de ficar à frente da antiga eurodeputada do PS Ana Gomes e forçar o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, a uma segunda volta.

André Ventura apenas foi desafiado nas eleições diretas de novembro de 2021. Nessas diretas, alcançou 94,78% dos votos, enquanto o seu adversário, o empresário Carlos Natal, obteve 5,22%.

Agora, voltou a ser eleito em convenção, como estabelecem os estatutos de 2019, os quais o Chega decidiu voltar a adotar na sequência do chumbo pelo Tribunal Constitucional dos estatutos mais recentes.

Os trabalhos da V Convenção Nacional do Chega, que decorre em Santarém, arrancaram na sexta-feira à noite e terminam no domingo.

Convenção: 23 moções temáticas aprovadas

A Convenção Nacional do Chega aprovou hoje 23 moções temáticas, que indicam a necessidade de repovoar o interior, erradicar a pobreza ou apoiar as estruturas locais do partido.

As moções, aprovadas ao princípio da noite de hoje pela maioria dos 503 congressistas que participaram na votação, na V Convenção Nacional do Chega, que decorre, até domingo, no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém, têm de ser executadas “dentro de um prazo razoável”, estabelece o regulamento eleitoral e de funcionamento do encontro.

Duas das moções foram aprovadas com apenas uma abstenção e nenhum voto contra, a que coloca as “principais preocupações políticas dos jovens do partido”, para servirem “de base para as propostas a defender e apresentar no futuro”, e a que fala em “unir o partido no combate ao socialismo”.

A moção “SOS Interior: Projecto D. Sancho I de Repovoação do Interior”, apresentada pela distrital de Viseu, aponta um interior “injustiçado”, com falta de serviços, nas áreas da educação ou da saúde, enquanto a “Erradicar a Pobreza: Levantar Portugal – Moção pelas Famílias Portuguesas” propõe que 5% do PIB seja destinado a políticas pró-família ou a criação de “um fundo de emergência para as famílias que pensem recorrer ao aborto por razões económicas”.

Já a distrital de Viana do Castelo apresentou uma moção sobre “Lítio – o presente envenenado de criação de riqueza”, pedindo que sejam revertidas “todas as atuais concessões aprovadas pelo Governo PS, mesmo que acarretem custos”, tendo em conta os danos que “vão causar, no imediato e a médio/longo prazo”, e que “os decisores envolvidos possam vir a ser criminalizados, se a prazo, se confirmarem os danos gravíssimos enunciados, para as populações e para o Ambiente”.

Uma das moções apresentadas pela distrital de Santarém defende a existência de uma “Rede Nacional da Água”, à semelhança da rede elétrica, que permita a “transferência de água do Norte, onde ela é abundante, para o Sul, onde escasseia, através da designada Autoestrada da Água”, ligando Douro – Tejo – Guadiana – Algarve, com um custo estimado de 12.000 milhões de euros, a executar num prazo de 20 a 50 anos.

Entre as 24 moções apresentadas contam-se pedidos de apoio às estruturas locais do partido, a proposta de criação de uma “Escola Chega”, para formação de militantes, ou de um gabinete para formação de autarcas, tendo sido retirada, pelo proponente, a moção que pedia a criação de um código de conduta para as redes sociais, que incluía a expulsão dos que criem páginas sem a aprovação das estruturas do Chega, para “erradicar” discussões do “foro interno” e “salvaguardar a imagem” do partido.

A “Contagem de serviço para aposentação dos Bombeiros Voluntários – reconhecimento da carreira de Bombeiro Voluntário” foi o tema da moção apresentada pelas comissões políticas de Évora, Coimbra e Beja, existindo outras propondo apoios e incentivos para a aquisição de habitação e políticas na área do turismo.

O Chega realiza, até domingo, em Santarém, a sua V Convenção Nacional, marcada na sequência do chumbo dos estatutos pelo Tribunal Constitucional.

O partido decidiu regressar aos estatutos originais, de 2019, e ajustar os órgãos, em vez de os voltar a alterar este fim de semana.

A eleição do líder deixa de acontecer em diretas e volta a ser em convenção, tendo André Ventura sido reeleito hoje com 98,3% dos votos.

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