Sexta-feira, Dezembro 8, 2023
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PS Chamusca solidário com presidentes da Câmara e da Assembleia e acusa jornal Mirante de ataques pessoais

A Concelhia do Partido Socialista da Chamusca manifesta em comunicado “a total solidariedade” e reforça a “confiança nos autarcas visados nas notícias nas últimas semanas, nomeadamente Joaquim José Garrido e Paulo Queimado, enquanto presidentes da Assembleia Municipal e Câmara Municipal, por alegados negócios relacionados com a publicação da Carta Arqueológica do Concelho da Chamusca e que têm vindo a ser referenciados num jornal da região, colmatando com a peça passada na TVI, que refere especificamente o nome do Jornal O Mirante”.
Destas notícias resultaram buscas por parte da Polícia Judiciária para recolha de documentação e ambos os autarcas socialistas foram constituídos arguidos.

Presidente da Chamusca arguido em inquérito sobre livro impresso na gráfica do presidente da Assembleia Municipal

Contratação cumpriu requisitos legais de contratação

A Concelhia do PS afirma que “os processos de contratação à Zaina Portugal cumpriram todos os requisitos legais de contratação para a composição gráfica e impressão das mesmas, sendo de salientar que é uma empresa com sede na Chamusca”.
A elaboração da Carta Arqueológica esteve a cargo do Centro Português de Geo-História e Pré-História, tendo sido o seu grande impulsionador o falecido Mário Santos, arqueólogo, natural e residente na Chamusca, um apaixonado pela história e arqueologia do concelho.
O comunicado salienta que “a publicação foi enviada para todos os municípios do continente e ilhas, assim como todas as bibliotecas públicas a nível nacional e juntas de freguesia do concelho, como forma de divulgação e promoção do património arqueológico do concelho, valorizando também desta forma o nosso território”.
“Como é do conhecimento público, uma grande parte das obras impressas de cariz histórico, cultural, sobre as personalidades, usos e costumes do concelho da Chamusca têm tido uma especial atenção por parte do Joaquim José Garrido, enquanto “guardador” de documentos históricos da região e enquanto tipógrafo e editor, promotor das mesmas, nomeadamente através da sua publicação”, afirma o PS da Chamusca, referindo que “Rita e Miguel Garrido, filhos de Joaquim José, naturalmente herdaram do pai a paixão pela disseminação da cultura, sobretudo Chamusquense”.

O comunicado recorda que “no passado, tanto à Garrido Artes Gráficas, como à Zaina Portugal, o Município sempre adquiriu essas publicações, de elevado interesse para o acervo municipal e preservação da memória e da cultura do nosso concelho. Os autarcas da Chamusca, no passado e no presente, têm tido sempre uma especial atenção pelas publicações que valorizem o património do concelho, seja ele construído, seja imaterial”.
O comunicado sublinha que “os custos da referida publicação, dadas as suas características (tipo de impressão, número de páginas e encadernação) estão coerentes com preço de mercado e as quantidades contratadas foram efetivamente fornecidas”.

PS responde às notícias sobre a compra de um carro elétrico para a autarquia

O comunicado do PS aborda ainda a notícia do Mirante sobre o assunto da escolha e valor da viatura ao serviço do executivo municipal, criticando as “tendenciosas e propositadas insinuações”. Salienta que o valor de contrato da viatura para 36 meses totaliza o valor de 28.491,48 euros mais IVA (791,43 euros por mês), valor que inclui manutenções, seguros e pneus. “Acresce o facto de, sendo uma viatura 100% elétrica, reduzir substancialmente os consumos energéticos, o que se traduz numa poupança significativa, alinhada com os compromissos de sustentabilidade ambiental que todos devem assumir na agenda atual”.
A concelhia do Partido Socialista “repudia a forma como o jornal da região denigre a imagem do concelho e dos autarcas do Partido Socialista, nomeadamente os autarcas eleitos para a Câmara Municipal, levantando suspeitas que originam processos, que até ao dia de hoje, têm sido arquivados, assim como a sua ampliação nos meios de comunicação a nível nacional, com os teores e contornos condenáveis que todos conhecem”.

PS acusa Mirante de ataques pessoais e políticos aos autarcas que não contratam

print jornal o mirante
O ataque pessoal do jornal Mirante a Paulo Queimado entra hoje na esfera da vida privada de Paulo Queimado, referindo uma alegada “relação amorosa” com a vice-presidente Cláudia Moreira.

O PS refere que “como é do conhecimento público, esta atitude prende-se com o fato de que o executivo socialista optou pela não contratação e pelo não pagamento de notícias boas ou publicidade nesse meio, o que tem levado a que nos últimos 9 anos sejam sistemáticos os ataques políticos e pessoais aos nossos autarcas, através de notícias e artigos de opinião que não raras vezes deturpam a verdade dos factos e usam ofensas”.
O PS da Chamusca deixa “o desafio para uma breve consulta à plataforma www.base.gov.pt, onde constam os contratos celebrados na região por organismos públicos, onde rapidamente podem ser conhecidos alguns valores que financiam o referido jornal e que, só nos últimos 5 anos, ascendem às centenas de milhares de euros”.

Uma breve pesquisa no portal Base.Gov.pt devolve os seguintes resultados:

Autarcas e empresários queixam-se: Quem não paga, sofre represálias do jornal

Têm sido frequentes as queixas de autarcas e empresários (que não figuram nestas listas de pagamentos) contra o jornal Mirante, ao longo dos anos, queixando-se de sofrer represálias na forma como são tratados nas páginas do jornal, por não pagarem os valores exigidos pelas empresas de Joaquim Emídio, como a Terra Branca, Vale do Tejo Comunicação, Joaquim Emídio & Maria de Fátima Emídio.

Presidente da Câmara de VN Barquinha queixou-se na ERC e ganhou

Foi o caso do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, que apresentou uma queixa na Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) por ofensa e “danos irreparáveis ao seu bom nome, honra e reputação profissional”. Em causa, as publicações do jornal regional “O Mirante” acerca de um concurso público para ocupação de um posto de técnico de engenharia civil, no qual o chefe de gabinete do presidente ficara em primeiro lugar na lista de classificação final dos candidatos. A ERC considera que a publicação incumpriu com “dever de rigor e isenção informativo”.

NERSANT cortou assessoria de 2650€ mensais e passa a ser “bombo da festa”

Em outubro do ano passado, o presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém convocou uma conferência de imprensa para denunciar a campanha de “represália por ter cortado uma assessoria de 2650€ mensais, através da qual O Mirante faturou à NERSANT mais de 300 mil euros, sem ter prestado qualquer serviço, desde 2011”.

Vídeo – Presidente do NERSANT acusa O Mirante de “atitudes de represália” por ter cortado assessoria de 2650 € mensais

 

E o Mirante ainda ganha pagamento de 120 mil euros da NERSANT

Relativamente a esta disputa com a NERSANT, esta mesma quinta-feira, o jornal O Mirante publica uma notícia dando conta de ter ganho em tribunal uma disputa em tribunal em que exigia o pagamento de 120 mil euros pela NERSANT. “A direcção da Nersant acabou de pagar à empresa Terra Branca-Comunicação Social, Lda., uma dívida de 120 mil euros para não ter que lidar com a penhora de um dos seus bens patrimoniais”, noticia O Mirante no seu site.

O Mirante refere que “os valores que a Nersant acabou de pagar incluem juros até à data do pagamento, e sobre todas as facturas cujo pagamento não foi efectuado nos 30 dias a seguir à emissão dos documentos”.
O jornal adianta que “para além do pagamento desta dívida, a Nersant ainda tem em contencioso com a Terra Branca valores na ordem dos 35 mil euros que se recusa a pagar utilizando os mesmos argumentos que defendeu no processo que acaba de perder”.
O Mirante não aceita que o presidente da NERSANT tenha terminado um protocolo que lhe dava uma receita mensal de 2650€ por “serviços de assessoria” da Terra Branca, ao abrigo de “um protocolo com a associação que dura há mais de duas dezenas de anos, e que atravessou as direcções de José Eduardo Carvalho e Maria Salomé Rafael”.

O Mirante afirma que “a actual direcção, presidida por Domingos Chambel, nunca tentou qualquer acordo presencial ou por escrito, limitando-se a tentar, de forma unilateral, acabar com os compromissos entre as duas entidades, pondo em causa a legalidade daquilo que foi proposto e assinado pelos seus antecessores e nunca posto em causa”.

João Baptista
João Baptistahttps://maisribatejo.pt
Jornalista desde 1985, foi chefe de redação do jornal regional O Ribatejo, extinto em 2018. Fundador e diretor do Mais Ribatejo.
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