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O céu de outubro de 2023 – por Ricardo Reis

Durante este mês, temos a companhia dos dois maiores planetas do Sistema Solar durante a maior parte da noite. Saturno está visível logo ao anoitecer, virado a Sudeste e cerca de 20 graus acima do horizonte. No início do mês, o planeta põe-se cerca das 4 da manhã, mas no fim do mês já se põe por volta da uma da manhã (na nova hora). Quanto a Júpiter, que parece uma autêntica “superestrela” no céu, nasce logo a seguir ao pôr-do-Sol, um pouco à esquerda de Este e fica visível até ao amanhecer.

Figura 1: O céu virado a Este, à uma da manhã do dia 23 de outubro 2023, com indicação do radiante da chuva de meteoros das Oriónidas. (Imagem: Ricardo Cardoso Reis /Stellarium)
Figura 1: O céu virado a Este, à uma da manhã do dia 23 de outubro 2023, com indicação do radiante da chuva de meteoros das Oriónidas. (Imagem: Ricardo Cardoso Reis /Stellarium)

No dia 6 a Lua atinge o quarto minguante e no dia 10, um fino minguante da Lua passa a 6 graus de Vénus. O planeta, que continua no seu papel de “estrela d’Alva”, é ainda mais brilhante do que Júpiter e durante este mês nasce por volta das 4 da manhã, mantendo-se visível até ao amanhecer.

Dia 14 ocorre a lua nova e no dia 22, atinge o quarto crescente. É na madrugada de 22 para 23 que ocorre o pico da “chuva” de meteoros das Oriónidas. Esta “chuva” deve o seu nome à constelação de Orion (ou Orionte), o local onde está situado o radiante, isto é, o ponto de onde parecem emanar todos os meteoros.

Esta chuva tem previstos cerca de 20 meteoros visíveis por hora, em céus escuros, mas nas cidades, devido à poluição luminosa, não esperem mais do que 10% deste valor. Por isso, o ideal é tentarem observar este fenómeno o mais longe possível de cidades. O pico das Oriónidas está previsto ocorrer por volta da uma da manhã de dia 23 e a Lua põe-se cerca de uma hora antes, não afetando a visibilidade.

Figura 2: O céu virado a sudeste, no dia 28 de outubro de 2023, às 21h15, hora do máximo de ocultação do Eclipse Parcial da Lua. (Imagem: Ricardo Cardoso Reis /Stellarium)
Figura 2: O céu virado a sudeste, no dia 28 de outubro de 2023, às 21h15, hora do máximo de ocultação do Eclipse Parcial da Lua. (Imagem: Ricardo Cardoso Reis /Stellarium)

Ao anoitecer do dia 28, a lua cheia tem o planeta Júpiter a apenas 6 graus. E como só pode acontecer em dias de lua cheia, ocorre um Eclipse da Lua. Este é apenas parcial e no máximo, que ocorre por volta das 21h15, a Lua não chega a ter 13% da sua superfície tapada, por isso, quem não estiver a contar, é bem capaz de nem reparar que está a acontecer um eclipse. O primeiro contacto do nosso satélite com a umbra da Terra ocorre às 20h36 (hora de Portugal continental), com o eclipse parcial a terminar por volta das 21h54.

Com o decorrer da noite, a Lua vai-se aproximar ainda mais do planeta Júpiter, no céu, e ao amanhecer do dia 29 os dois astros estão separados por apenas 2 graus.

Figura 3: Às 02h00 do dia 29 de outubro 2023, atrasam os relógios e volta a ser 01h00, no Continente e na Madeira. (Imagem: Ricardo Cardoso Reis (Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço & Planetário do Porto - Centro Ciência Viva)).
Figura 3: Às 02h00 do dia 29 de outubro 2023, atrasam os relógios e volta a ser 01h00, no Continente e na Madeira. (Imagem: Ricardo Cardoso Reis (Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço & Planetário do Porto – Centro Ciência Viva)).

E como sempre, no último domingo de outubro, que este ano calha no dia 29, voltamos ao horário de inverno e a hora legal volta a estar mais próxima da verdadeira hora solar. Assim, no Continente e na Madeira, às 02h00 atrasamos os relógios para a 01h00, enquanto nos Açores, à 01h00 o relógio volta para a meia-noite.

Portanto preparem-se para a mudança: No dia 28, o Sol põe-se por volta das 19h00, mas no dia seguinte já se põe por volta das 18h00. Em compensação, quem sai de casa para o trabalho por volta das 7h30, levanta-se de noite na sexta-feira, dia 27, mas já sai de dia na segunda-feira, dia 30.

Boas observações.

Ricardo Cardoso Reis
Ricardo Cardoso Reis

Ricardo Cardoso Reis

(Planetário do Porto e Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço)

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