Quinta-feira, Junho 20, 2024
InícioRegiãoAutarcas do Médio Tejo defendem aposta na ferrovia e na conclusão do...
banner-complexo-aquático

Autarcas do Médio Tejo defendem aposta na ferrovia e na conclusão do IC9

Os presidentes de câmara de Abrantes e do Entroncamento defenderam hoje a conclusão do IC9, o transporte público a pedido, o hidrogénio e os transportes ligeiros ferroviários como fundamentais para a mobilidade e desenvolvimento da região do Médio Tejo.
“Uma questão muito relevante para Abrantes, para a região e para o país é a conclusão do Itinerário Complementar 9 (IC9), algo que está inscrito no Plano Rodoviário Nacional (PRN), mas que tarda a acontecer”, disse o autarca de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, tendo indicado que aquela via ligará “todo o Médio Tejo, no Centro do país, ao Alentejo” numa conclusão “há muito anunciada, por diferentes governos”, sendo a questão “mais relevante” e “preocupante” em termos de mobilidade.
Os dois autarcas socialistas participam hoje na conferência “Desafios da Mobilidade nos Territórios de Baixa Densidade” organizada pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, na Covilhã, tendo entrado a bordo de um comboio que partiu de Lisboa e que foi dando voz aos representantes dos vários municípios à medida que iam embarcando na composição a partir das suas cidades.
A iniciativa, com as intervenções a serem transmitidas em direto a partir de uma carruagem, pretende chamar a atenção para os desafios existentes no Interior do país em matéria de transportes e mobilidade, e dar voz aos autarcas, sociedade civil e especialistas na área do ordenamento do território e da mobilidade e dos transportes.
Manuel Jorge Valamatos, que preside também à Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, insistiu na necessidade de conclusão do IC9, que liga a região Oeste e Médio Tejo ao Alentejo, e que prevê a construção de uma travessia sobre o Tejo na zona de Abrantes, devido a questões de mobilidade mas também de melhores acessibilidades para o tecido empresarial.
“A conclusão do IC9 prevê passar junto à zona industrial do Tramagal, onde está sediada a Mitsubishi Fuso, e resolve em grande parte os problemas que esta empresa tem”, indicou, tendo feito notar a importância de fixar uma empresa que “tem 600 trabalhadores” e desempenha “um papel importante para a economia da região”, tendo reiterado estar “muito preocupado” com essa situação.
Por outro lado, o presidente da Câmara de Abrantes defendeu a importância da “eletrificação da Linha do Leste”, destacou a “importância” e o “sucesso” do projeto de ‘Transporte a Pedido’ implementado no Médio Tejo, direcionado para territórios de baixa densidade populacional, e indicou que os autarcas estão “muito atentos” às oportunidades de futuro em projetos energéticos e no âmbito da mobilidade, na sequência das oportunidades e “mecanismos gerados para mitigar o encerramento da central a carvão do Pego”, sendo o hidrogénio forte aposta em Abrantes e no Médio Tejo.
“Hoje mesmo vai iniciar-se aqui em Abrantes um autocarro movido a hidrogénio, a título experimental, e vai começar a fazer um conjunto de ações”, avançou, sendo posteriormente indicado que o arranque do projeto se iniciará a 13 de novembro.

Presidente da câmara do Entroncamento defende ligação entre as linhas do norte e do oeste

O presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria, por sua vez, destacou a contínua aposta na “melhoria das acessibilidades” ao nível de mobilidade na cidade, com passadeiras, rede de ciclovias, promoção da mobilidade pedonal, substituição gradual de veículos municipais por veículos elétricos, e um sistema, em fase de implementação, de 100 bicicletas partilhadas, elétricas e convencionais.
O autarca disse ainda estar a “desenvolver um conjunto de processos para promover a interoperacionalidade, também com a CP”, tendo indicado que a “redução substancial dos custos de transporte” público, nomeadamente nos passes dos comboios, através do programa PART e outros, tem tido um “impacto grande” no território, com a “vinda de muitas pessoas” oriundas da região da Grande Lisboa ou diretamente da imigração”.
O “grande desafio” de futuro, notou, “é envolver aqui um sistema de transportes que permita mobilidade para estas pessoas”, tendo defendido a criação dos “chamados transportes ligeiros ferroviários”, através de uma automotora.
“Já não digo na Linha do Norte, que o canal ferroviário está muito esgotado, mas, por exemplo, na Linha da Beira Baixa podia fazer sentido a existência de um transporte ferroviário ligeiro, uma pequena automotora, à semelhança do que temos neste momento para Badajoz com dois horários, (…) e temos o ramal de Tomar que atravessa esta região e que poderia contribuir depois com uma complementaridade de transportes públicos em torno desta estrutura”.
Por outro lado, defendeu, “era também muito importante para a região a ligação ferroviária entre a Linha do Norte e a Linha do Oeste, servindo Fátima, para completar esta malha ferroviária e que permitiria um serviço ligeiro ferroviário com bastante interesse”, ideia já defendida noutros fóruns.
“É uma proposta que nós fizemos no âmbito do Plano Ferroviário Nacional, mas que faz todo o sentido e fará ainda mais sentido com a construção do TGV, havendo uma paragem em Leiria, e eu espero que haja uma paragem no aeroporto de Santarém, no futuro”, concluiu.

Deixe o seu comentário

por favor, escreva o seu comentário
Por favor, escreva aqui o seu nome

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Também pode ler

Subscreva a newsletter

Receba as notícias do dia do jornal Mais Ribatejo diretamente na sua caixa de email.

Artigos recentes

banner-aguas-ribatejo

Comentários recentes

pub
banner-união-freguesias-cidade-santarem

Mais Ribatejo _ PopUp _ BolsaRecrutamentoULSETEJO