Ofélia Maia apresenta “Santa Iria /Ribeira de Santarém/ Meu Amor Primeiro” no Convento de S. Francisco

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Apresentação do Livro de Ofélia Maia

O livro “Santa Iria /Ribeira de Santarém/ Meu Amor Primeiro”, de Ofélia Maia, foi lançado no dia 20 de outubro, no Convento de S. Francisco, em Santarém – dia de Santa Iria – “denominador comum e figura unificadora da Ribeira de Santarém”, como afirmou Catarina Maia, filha da autora do livro.

Diogo Gomes, vereador da Câmara de Santarém, Martinho Vicente Rodrigues, diretor do CIJVS – Centro de Instigação Joaquim Veríssimo Serrão, e Catarina Maia, filha da autora, participaram nesta cerimónia, bem como centenas de amigos, familiares e ribeiristas que se associaram a esta iniciativa.

A cerimónia teve início com um momento musical, a cargo de Todor Tchobanov, que interpretou a Marcha de Santa Iria, seguido de palavras de Martinho Vicente Rodrigues, que enalteceu “o trabalho e a investigação desenvolvida” pela autora do livro.

Catarina Maia referiu que “os anos de maior crescimento da Ribeira de Santarém foram, provavelmente, os anos em que o culto a Santa Iria foi mais intenso. Quando falamos da Ribeira falamos de amor. E é este amor, esta mística, que prende as pessoas a este local. E é esta mística que temos de passar às gerações futuras, através da palavra e do exemplo”.

Diogo Gomes, também ele ribeirista, destacou “a importância deste livro de memórias” e referiu que a autarquia tem alguns projetos para esta zona ribeirinha, que vão permitir reforçar a recuperação desta zona tão importante para Santarém.

Ofélia Maia dirigiu-se aos familiares, amigos e ribeiristas que se associaram ao lançamento do seu livro, relembrando que o livro “fala só e unicamente da nossa Ribeira, das suas gentes e das suas tradições”. A obra foi concebida com a intenção de deixar escritos “os valores de uma zona ribeirinha que não podemos deixar de referenciar”.
Para Ofélia Maia esta é a “forma de registar, recordar e perpetuar momentos altos e importantes da minha vida”.

Apresentação do Livro de Ofélia Maia
Apresentação do Livro de Ofélia Maia

A autora explicou que «na sequência da pesquisa de documentos para dar o meu pequeno contributo a – Um Olhar sobre a Ribeira – uma Monografia sobre a ex Junta de Freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém, surgiu-me a ideia e a vontade de escrever as minhas memórias, considerando a documentação que eu tinha guardada dentro de pastas no quarto do fundo. Comecei por escrever algumas páginas, mas a certa altura desisti por já não conseguir dar sequência aos assuntos. Pastas e pastas de documentos, artigos sobre a Ribeira, recordações, fotografias, só porque tenho o péssimo hábito de guardar tudo. Martinho Vicente Rodrigues, mais uma vez, incentivou-me para continuar, tal como Maria Ivone Carrolo que se prontificou a ajudar-me no que fosse necessário. A pandemia, desde de 2020, levou-nos a um confinamento prolongado que me fez refletir, e talvez o tempo passasse mais rápido se me debruçasse sobre um livro que sempre tive a intenção de escrever. Com cento e cinquenta páginas escritas, e para meu desespero, parte do trabalho foi perdido e só graças ao apoio da minha família foi ainda possível recuperar parte dele.
São provas à nossa resistência que têm de ser ultrapassadas, e eis que aqui estou com um livro que desde há muito queria deixar aos meus filhos e netos para lhes contar como era a vida na nossa Ribeira.»

Ofélia Hipólito Pereira Mendes Maia, nasceu no dia 1 de agosto de 1946, na Ribeira de Santarém. Depois de terminada a escolaridade, na Escola N.º 5 da Ribeira de Santarém, ingressou na então Escola Industrial e Comercial de Santarém, onde concluiu o Curso de Formação Feminina, em 1964.

Trabalhou na antiga Caixa de Previdência e Abono de Família do Distrito de Santarém, onde permaneceu até à data da sua aposentação, em 2011.

Este percurso deu-lhe a possibilidade de trabalhar numa área em que podia desenvolver a inspiração que sentia ter. Desde muito cedo que se preocupou com os problemas sociais da antiga Freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém, tendo sempre presente os tempos que conheceu e a sua intenção de deixar escrito para os seus filhos e netos e de lhes contar que “a Ribeira de Santarém era um bairro velhinho que Santa Iria acolheu, mas onde predominava a alegria e a amizade duma grande família”.

 

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