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O Turismo em debate em Santarém – Por Francisco Mendes (c/podcast)

Decorreu esta semana no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, a Conferência de Turismo Ribatejo, com o interessante e desafiante mote “Construir um destino”.

 

A organização do evento foi da ERTAR (Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo) que o organizou de uma forma simples, mas não simplista, que julgo que foi a escolha certa e adequada.

Foi um dia inteiro de trabalhos, das 9h30 até já depois das 18h00, com 4 painéis, com oradores ligados ao tema, uns mais interessantes e com mais capacidade de transmitir conteúdos úteis e concretos do que outros, como sempre acontece nestas coisas.

O primeiro painel teve por tema “Construir o produto, desenvolver o destino: Em que degrau estamos?”. O segundo dedicou-se a “Como comunicar e promover o turismo do Ribatejo? Marca e campanhas”. Já o terceiro foi sobre “Atrair investimento no turismo do Ribatejo: Como captar e potenciar os ativos existentes?”. E o quarto visou  o “Financiamento e governança do turismo do Ribatejo: estratégia, atores e programa”.

Julgo que foi a primeira vez, pelo menos nos últimos largos anos, em que o turismo foi discutido a sério por estas paragens. Um bom passo no que temos agora esperança que seja um grande impulso para pôr Santarém e o Ribatejo no mapa do turismo nacional que a ERTAR está agora e pela primeira vez a dar com convicção!

Não querendo propriamente aqui tirar as diversas ilações que se poderão extrair deste dia inteiro de opiniões (isso será certamente feito pela organização do evento), quero aqui registar 4 pontos que retive, sem notas escritas, como a ter em conta na prossecução deste objetivo de tornar o Ribatejo numa verdadeira zona turística:

  • É essencial escolher 3 ou 4 ícones na promoção, não procurando destacar todos os pontos de interesse causando a dispersão dos potenciais visitantes que acabariam por não reter o essencial. Temos de eleger um ex-libris.
  • O negativismo do diretor do Santarém Hotel que, ao contrário da generalidade, não considera que uma das principais preocupações do Turismo no Ribatejo seja a falta de camas. Considera ele que o número de camas é mesmo excessivo na grande parte das alturas, sendo deficitário somente em 2 ou 3 momentos do ano. Apesar de ser obviamente parte interessada em que não haja muito mais oferta, há que refletir nesta opinião.
  • O entendimento de Eduardo Abreu (expert no tema e meu conhecido de há muito) que considera que o Ribatejo, em termos de marca, só tem vantagem em ser divulgado associado a Lisboa e/ou ao Alentejo. Com a consideração e reconhecimento que me merece, e apesar de ser de famílias da nossa região, parece-me que está a ver a coisa de uma forma demasiado cosmopolita e centralista, com pouca sensibilidade para o que interessa ao Ribatejo.
  • A necessidade de, neste campo como noutros, se ser pragmático e concreto nas propostas e nas soluções. Alguns oradores aproximaram-se desse desiderato, mas vários outros ficaram-se pela costumeira teorização da matéria sem concretizarem.

Francisco Mendes

 

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