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A propósito dum soneto ao 5.º Duque de Bragança subsídios para a tradição camoniana de Constância

José Hermano Saraiva, historiador, defendia que o soneto XXI atribuído a Camões talvez tenha sido o último soneto do poeta, escrito, por conseguinte, pouco antes da sua morte. Mas os biógrafos e os investigadores dos anos 70 da Casa de Camões em Constância  apontam-nos outra perspectiva. O soneto terá sido dos primeiros a ser feito pelo vate. A Dom Teodósio I. Nada terá a ver com a crise dinástica de 1580 e revela-nos, isso sim, um Camões ainda na puberdade cuja atitude crítica sobre a expansão e o império ainda não se tinham revelado (?). Na presente crónica procuramos robustecer a investigação da Associação da Casa-Memória de Camões, dos anos 70.

Soneto XXI

Os reinos e os impérios poderosos,

que em grandeza no mundo mais cresceram,

ou por valor de esforço floresceram

ou por varões nas letras espantosos.

 

Teve Grécia Temístocles famosos;

Os Cipiões a Roma engrandeceram;

Doze pares a França glória deram;

Cides a Espanha, e Laras belicosos.

 

Ao nosso Portugal (que agora vemos

tão diferente de seu ser primeiro),

os vossos deram honra e liberdade.

 

E em vós, grão sucessor e novo herdeiro

Do braganção estado, há mil extremos

Iguais ao sangue, e mores que a idade.

 

Saraiva refere que os biógrafos têm afirmado tratar-se o soneto XXI dum poema dedicado ao 5.º duque de Bragança, D. Teodósio, do que discorda. E dá-nos uma informação, a de que na biblioteca da Real Academia da História de Madrid existe um cancioneiro em que o soneto traz esta rubrica: «Outro seu ao duque D. Teodósio; a investigadora que explorou esse cancioneiro concluiu: […] o novo herdeiro do braganção estado era, sem dúvida, o duque D. Teodósio, filho de D. Jaime, como aliás, já esclarecia a edição de 1783». A tese de Saraiva é simples: não concorda com os biógrafos. E defende coisa bem diferente.  O soneto, afirma, dirige-se antes ao filho do 6.º duque que em 1578, com 10 ou 11 anos, acompanhou D. Sebastião a Alcácer Quibir, em substituição do pai, de seu nome, igualmente, Teodósio. Embora o poema não se trate de uma obra prima, ainda assim Saraiva considera existir no mesmo o «único indício que nos resta da atitude assumida por Camões durante a crise política de 1580».

Foto de 1894 (pormenor). Vivenda senhorial do Marquês de Vagos e Conde de Aveiras, em Constância. Junto à Casa de Camões (à direita)
Foto de 1894 (pormenor). Vivenda senhorial do Marquês de Vagos e Conde de Aveiras, em Constância. Junto à Casa de Camões (à direita). Manuel de Sousa Campas, pai do pintor José Campas, falecido em 1926 com 78 anos, mandou construir em 1895, a vivenda «Boa Viagem», nas ruínas da mais bela residência senhorial ali existente adquirida, ao que parece, a D. José Telo da Silva Menezes Corte Real, 11.º Conde de Aveiras e 5.º Marquês de Vagos. Segundo o testemunho do pintor José Campas, de 10-12-1964, em «O Século»

Em crónica anterior apresentámos aqui a opinião de Maria Clara Costa: Trata-se do soneto de Camões dirigido a D. Teodósio, «grão sucessor e novo herdeiro do braganção estado». Diz a investigadora que «aquele duque herdou a casa de seu pai por morte deste, ocorrida a 20 de Setembro de 1532. É evidente que o soneto foi escrito algum tempo antes». O raciocínio aqui expendido na anterior crónica visava a defesa do nascimento do poeta por volta de 1517 (como diz Severim de Faria) e não em 1524. Parece indefensável colocar o poeta a escrever o dito soneto XXI com pouco mais de sete anitos de idade (hipótese da data de 1524). Saraiva não resolve o problema: o 7.º Duque de Bragança só se tornou «grão sucessor e novo herdeiro»… em 1583. Como poderia Camões ter escrito tal poema ainda durante o ducado do 6.º duque? Ademais, Teodósio (futuro 7.º duque), só terá regressado a Portugal em Março de 1580, tendo ficado retido por Filipe II de Espanha resgatado que foi. Quanto aos feitos que praticou? Dizem que não terá saído da carruagem do rei, não obstante a lenda que corre…

E, depois, a possibilidade de Camões ter morrido em 1579 é também muito forte. Era essa a data da lápide que Gonçalo Coutinho mandou fazer. Haverá aqui muitas incongruências na tese de Saraiva e da sua mulher?

Juromenha era da opinião que o soneto se dirigia efectivamente ao 5.º duque:  «(…)Na sua chegada à Corte encontrou o mais benévolo acolhimento; a primeira sociedade lhe abriu as portas, e o Poeta contou por amigos ou protectores, entre outros, o duque de Bragança e seu irmão, D. Constantino (…). É este soneto dirigido ao Duque de Bragança, D. Theodosio, e nele lhe chama grão sucessor e novo herdeiro do Braganção estado; ora o Duque D. Jaime, seu pai, faleceu a 20 de Setembro de 1532, em consequência, neste ano, herdou seu filho, D. Theodosio, a sua casa e estado. Admitindo que o Poeta escreveu este soneto três anos depois, prazo mais lato que se pode dar, porque aliás caberia mal o título de novo herdeiro, temos o soneto escrito aos onze anos de vida do Poeta ou antes; provavelmente o foi no ano de 1535, no qual intentou acompanhar o Infante Dom Luis à Expedição da Goleta, ou quando o Duque D. Theodosio veio hospedar-se em Coimbra no Convento de Santa Cruz, onde os cónegos regrantes lhe fizeram sumptuosa hospedagem, e onde o Poeta se deveria achar, pois por esta época residia na cidade de Coimbra». Maria Clara contraditou  parte desta argumentação, pois, citando Mário Saa, faz identificar um primo do poeta também chamado «Luís de Camões» com o dito pajem que acompanhou (?) o Infante na jornada de Tunes. Chegados aqui deparamo-nos com uma certa divergência entre Juromenha e Maria Clara Costa quanto à idade com que o poeta terá escrito o soneto. Porque o Visconde seguia a opinião de Faria e Sousa sobre a data de 1524 que já contestámos na crónica anterior.  De Juromenha temos ainda outra nota a reter: «Soneto CCXXVII/Ao Duque de Bragança D. Theodosio; louva-o pelo seu saber e valor. Ao mesmo duque escreveu o soneto XXI». É bastante significativo este apontamento pois traz mais uma linha de investigação: Juromenha refere-se a um outro soneto, CCXXVII, dito mitológico, em que é feito um convite às Tágides, as Ninfas do Rio Tejo, como o poema deixa entender.

Faria e Sousa, comentando a obra «Os Lusíadas», obra de 1636, legou-nos dois apontamentos que relacionam o nosso poeta com o 5.º Duque de Bragança: «Reparado o Poeta voltou a fiar-se ao mar, e chegou a Goa, segundo parece, no ano de 1561, tendo o cetro da Índia o Vice-Rei dom Constantino de Bragança (irmão do Duque dom Teodósio) a quem o Poeta foi mui afeiçoado, e celebrou naquelas boníssimas estâncias que andam em suas Rimas, oferecidas ao mesmo Vice-Rei, que sempre lhe fez muita mercê, como seu irmão». E, num outro passo, não menos irrelevante: «O Prudente Felipe Segundo, no meio de toda a caterva de cuidados de grave peso, com que entrou em Portugal, perguntava por nosso Poeta, e pedia que o trouxessem, porque, de o haver lido, o estimava muito, e queria lograr-se de o ver, e o ver Rei de tão grande engenho; e quando lhe disseram que de poucos dias estava morto se mostrou sentido. Dom Teodósio, Duque da grande Casa de Bragança (ao fim produzida e produtora de Reis) o estimou, e honrou muito. Assim seu irmão dom Constantino, Vice-rei da Índia, para não degenerar daquela Real grandeza».

A homenagem de Camões, a nosso ver, e tudo ponderado, dirige-se necessariamente a um duque que herdou portanto o título de chefe da casa ducal e não a um mero e futuro herdeiro. O inciso complexo «grão sucessor e novo herdeiro» tem implicações gramaticais que não podem ser afastadas, à partida. É o mínimo.

O soneto não tem sido considerado uma obra prima. O que pode abonar a favor da tese de que foi feito ainda na puberdade do vate e não se trata de uma soneto no final da vida.

Prestemos agora atenção à estrutura ideológica do soneto XXI que é atribuído a Camões segundo o cancioneiro de Madrid (atribuição referida por Jorge de Sena).

Camões neste soneto, diz que são os homens que fazem as nações. E que Portugal também teve os seus heróis à semelhança da Grécia. Roma, França e Espanha.  Esses heróis, portugueses, são os ascendentes do destinatário do soneto: D. João I e Nun’Álvares. Repare-se, e citando Saraiva, que a Casa de Bragança nasceu do casamento de um filho de D. João I com uma filha de Nun’Álvares. É a esses dois heróis que Portugal deve a «honra» e a «liberdade». José Hermano Saraiva vê aqui uma alusão à crise de 1383-1385 e afirma que o estudo atento da época revela que a recordação de 1383 estava presente em todos os espíritos, mas com sinais e pontos de vista diferentes. Uma tragédia social a evitar? Ou um caminho a seguir? Saraiva é apologista de que o caminho seguido em 1580 não corresponde ao espírito de Camões  que entende constar do soneto.

Como entender o revés dos versículos 9 e 10 do soneto XXI?  Será um alusão à crise resultante do desastre de Alcácer Quibir ou, diferentemente, é uma crítica geral às conquistas e expansão do império?

Vejamos se colhe a tese de Saraiva quanto à estrutura ideológica que reputa para o poema.  Aquele Camões que o soneto XXI nos revela será igual a o Camões de «Os Lusíadas» ou mesmo da Lírica? Ou, pelo contrário, estamos perante  um poema feito na puberdade de mero caráter encomiástico? De circunstância?

Os valores da «Honra e liberdade» em Camões, quer no soneto XXI quer na sua epopeia constituem o propósito desta segunda parte da presente crónica.

capa livro «Camões Contra a Expansão e o Império», José Madeira.
«Camões Contra a Expansão e o Império», José Madeira.

José Madeira, autor de um estudo sobre a epopeia camoniana,  revela-nos um Camões adulto bem diferente daquele que Saraiva tenta ver ao soneto XXI: «Muitos têm insistido no carácter contraditório d’«Os Lusíadas».  A contradição  é um elemento essencial da ironia e do cómico, e que é na base desse pressuposto que se deve ler o poema («Os Lusíadas»).

Na estância IV, 35, o carácter sanguinário de Nuno Álvares Pereira é atestado paralelamente ao seu carácter ferino («natura ferina»), de IV, 35.  Releva aqui, segundo Madeira, o tema da animalidade dos heróis pela comparação com «o fero Huno»:

Dom Nuno Álvares digo, verdadeiro

Açoute de soberbos Castelhanos;

Como já o fero Huno foi primeiro

Para Franceses, pera Italianos.

 (IV, 24).

Camões, segundo Madeira,  efectua aqui o paralelo com Átila, não de forma lisonjeira «mas integrando-o na crítica mortal desassombrada de oposição aos heróis de toda a história Pátria». Noutro passo da sua investigação,  Madeira acredita que o poeta parece insinuar que o comportamento do Condestável o qual se poria a orar em plena batalha «se trata de uma comédia tendente a esconder a sua falta de valor e/ou indiferença pela sorte dos seus».

Por aqui se vê que houve uma evolução  na perspectiva camoniana quanto à forma de abordar a temática dos heróis.  E que há dois «Nunos» aqui em paralelo…

E que dizer quanto ao distanciamento de Camões em relação ao Rei D. João I (veja-se o caso da referência à bastardia do rei em IV, 2, ou mesmo a epifania de legitimação de Mestre de Avis, em IV, com o seu tom satírico.

Foto 3 – Interior da Casa-Memória de Camões, projecto de Victor Consiglieri,
Interior da Casa-Memória de Camões, projecto de Victor Consiglieri,

Será que o poeta compôs com tanta paixão uma epopeia para celebrar o que julgava ser um erro?  Madeira afirma que Jorge de Sena mostrou de forma notável a articulação solidária do «Velho do Restelo» com outros passos d’Os Lusíadas».

Muitas vezes o paralelo com os exemplos da antiguidade serve em Camões para ilustrar a idolatria dos portugueses. Madeira explica que a idolatria e a impiedade é intencionalmente atribuída aos portugueses da sua época (de Camões).

Teria o poeta composto com tanta paixão uma epopeia para celebrar o que julgava um erro?

Jorge de Sena mostrou de forma notável a articulação solidária do «Velho do Restelo» com outros passos d’Os Lusíadas».

Que reinos? Que impérios?

Vejamos, a propósito, o sentimento do poeta, em IV, 97:

Que promessas de reinos e de minas

De ouro, que lhe farás tão facilmente?

Que famas lhe prometerás? Que histórias?

Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?

O quadro acima descrito é renovado nos primeiros da mesma estância 97:

A que novos desastres determinas

De levar estes Reinos e esta gente?

Ironia das ironias, para Madeira: Afinal, «a busca das «terras e riqueza» de que fala IV, 100, traduzir-se-ia na própria perda do «Reino antigo», como se veio a verificar.

Concordamos com Madeira em como há em Camões todo um programa em cantar os «feitos» dos portugueses:

Nunca juízo algum alto e profundo,

Nem cítara sonora ou vivo engenho,

Te dê por isso fama nem memória,´

Mas contigo se acabe  nome e glória!

(IV, 102).

Vejam-se as reticências em cantar o Gama:

 Que ele, nem quem na estirpe seu se chama,

Calíope não tem por tão amiga.

(V, 99).

Relativamente ao tema das «honras», que tanto podem ser obviamente «vãs» como «verdadeiras», não tendo então um sentido unívoco… ver tratamento dado em Ilha dos amores. Como entender agora  o significado da «honra» no soneto XXI?

A história da reconquista portuguesa encontra precisamente a sua legitimidade no propósito da libertação da terra própria, do território que aos povos cristãos e a Portugal pertencem «de iure».. Camões condena o expansionismo e o espírito de conquista dos «mouros». Ainda que lhes reconheça os seus direitos:

Fazei que torne às silvestres covas

Dos Cáspios montes e da Cítia fria

A turca geração

(VII, 12)

E noutro passo e no mesmo sentido:

E não contentes inda, e na Africana parte

Nos não querem deixar viver

(VII, 70).

Ainda, e continuando a citar Madeira  «Mas esforça-se por mostrar, por outro lado que sempre que os reis de Portugal ultrapassam os limites das terras que lhes pertencem a justo título, o castigo não se faz esperar, apesar de este poder ser também diferido»:

Porque Afonso verás, soberbo e ovante,

Tudo render e ser depois rendido,

(III, 73).

A associação entre a defesa do território e a liberdade estabelecida em IV, 37:

Defendei vossas terras, que a esperança

Da liberdade está na vossa lança!»

Madeira defende que Camões insiste na invectiva geral contra a guerra ofensiva (o primeiro que guerra  fez no mundo) e, também, na tragédia resultante, que tem por resumida de forma perfeita em IV, 44.

O poema heróico é um meio entre o trágico e cómico e, assim, participa, como diz Aristóteles, «da gravidade da  tragédia como da graça da comédia».

Camões não parece ter concordado com a nossa presença no norte de África. Na écloga «Que grande variedade vão fazendo», Umbrano responde negativamente aos receios de Fondélio.

Parece que o único texto de Camões em que este comentará a provável perda de independência é o fragmento duma carta dirigida a D. Francisco de Almeida, neto de D. Guiomar Freire, castelã de Punhete (actualmente, Constância), publicado por Gaspar Craesbeeck.

Não temos assim motivos para abandonar a tese da investigação da  Casa-Memória de Camões em Constância de que Camões terá nascido por volta de 1517. Antes pelo contrário.  Camões cantou «Belisa», Isabel Freire,  filha da castelã de Punhete e, como já escrevemos, esta foi para  Castela em 1526 como dama de honor  da noiva de Carlos V.  Terá voltado em 1528 ou 1529 à corte, em Coimbra, recém-casada com D. António  da Fonseca.  Maria Clara Costa  escreveu que em Coimbra, nesse altura, estarão presentes além dos sobrinhos de D. Isabel, Sá de Miranda (que escreverá a «Fábula do Mondego»), Bernardim Ribeiro (que se referirá a «Célia»» na égloga Jano e Franco) e Camões. Também por esta altura,  prossegue a nossa saudosa investigadora,  Isabel visitará seus pais em Punhete, acompanhada de seus sobrinhos e de…Camões. A ilustre investigadora remata  que o idílio surgirá «nas praias do Tejo».  Destes amores, conclui – resultará o admirável  retrato de «Belisa»l, na égloga II.

Quanto à possibilidade da datação do nascimento de Camões feita a partir do soneto

«O dia em que eu nasci, morra e pereça», é questão velha já defendida por Mário Saa. A tese agora reavivada por Carlota Simões, da Universidade de Coimbra pode aplicar-se, à data de 1517, atentos os argumentos astronómicos e  literários.  A professora de Matemática refere-se ao ano de 1524 porque se baseou  em Faria e Sousa sobre um registo da partida para a índia de Camões que afinal o biógrafo… nunca terá visto.  Sobre o assunto já escrevemos.

José Luz

(ex-presidente do Conselho Fiscal e e ex-associado da Associação da Casa-Memória de Camões)

PS – não uso o dito AOLP

Fontes principais da presente crónica

Saraiva, M. L., Saraiva, J. H. (2007). «Camões, Sonetos». 3ª edição, Europa-América. Mem Martins.

Saraiva, J. H. (1994). «Vida ignorada de Camões». 3ª edição, Europa-América. Mem Martins.

Costa, M. C. P. (1977). «Casa de Camões em Constância». Com estudo do arquitecto Jorge Segurado e Nota Explicativa de Manuela de Azevedo. Obra custeada pelo Fundo de Fomento Cultural da Secretaria de  Estado da Cultura. Edição da Comissão Para a Reconstrução da Casa de Camões em Constância.

Madeira, J. (2000). «Camões Contra a Expansão e o Império».  Fenda.Lisboa.

Sena, J. (1980). «Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular». Edições 70. Lisboa.

Juromenha, V. (1860). «Obras de Luíz de Camões». Volume I, Imprensa Nacional. Lisboa.

Camões, L. (1639). «Lusíadas». Comentados por Manuel de Faria e Sousa, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e da Casa Real.  Uan  Sanchez. Madrid.

 

 

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