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Pedro Nuno acusa Governo de “fraude e embuste” sobre alívio fiscal e pede explicações

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Pedro Nuno Santos, líder do Partido Socialista
O secretário-geral do PS acusa o Governo de estar a enganar os portugueses com o “embuste e fraude” que representa o alívio fiscal afinal fica abaixo dos 200 milhões de euros, em lugar dos 1500 milhões anunciados pelo primeiro-ministro, e pede explicações ao primeiro-ministro.
O Primeiro-Ministro anunciou ontem, no debate do Programa de Governo, que o governo iria fazer uma redução nas taxas do IRS que valeria 1.500 milhões de euros.
Afinal, sublinha Pedro Nuno Santos, “ficámos hoje a saber pelo Ministro das Finanças que este valor de 1.500 milhões de euros já inclui a redução do IRS que o governo do Partido Socialista concretizou no OE24 – redução que está em vigor desde janeiro deste ano -, e que vale cerca de 1.300 milhões de euros”.
Ou seja, adianta o líder socialiosta, “a redução do IRS que a AD vai concretizar devolverá aos contribuintes apenas cerca de 200 milhões de euros, e não 1.500 milhões, como o Primeiro-Ministro deu a entender no debate”.
Para Pedro Nuno Santos, «Isto não é um “choque fiscal”. É um choque de desfaçatez. É um embuste. O governo tenta apropriar-se dos valores de uma redução do IRS que foi feita pelo PS no Orçamento de Estado em vigor, e que é mais de 6 vezes superior à baixa de IRS que a AD anunciou».
Pedro Nuno Santos recorda que “durante a campanha eleitoral, o PS alertou inúmeras vezes para a falta de credibilidade do cenário económico e orçamental da AD. À primeira medida do governo, a falta de seriedade e de vergonha fica à vista de todos“.
O líder do Paertido Solcialista afirma que “a AD parece não perceber que a campanha eleitoral já acabou, e que não é possível governar o país com competência e lealdade ao mesmo tempo que se procura enganar os portugueses“.

“Nós estamos perante um embuste, uma fraude, um Governo a enganar os portugueses. Nós estivemos meses a avisar de que as medidas, de que a candidatura da AD não era credível e esta é a primeira prova, é o primeiro momento em que isso fica claro”, acusou o líder do PS.

Segundo Pedro Nuno Santos, “o choque fiscal prometido pelo PSD não durou nem sequer um dia” já que “dos 1.500 milhões de euros de poupança fiscal anunciados por Luís Montenegro, 1.300 milhões são responsabilidade do Governo do Partido Socialista”.

“É grave, é uma vergonha e é inaceitável que isto tenha acontecido no momento da apresentação do programa de Governo e esperamos mais explicações agora do primeiro-ministro”, disse.

Para o líder do PS, este início de funções do Governo “não podia ser pior” e por isso “impõe-se uma explicação do primeiro-ministro sobre a credibilidade” da sua governação.

“E já agora dizer que no Governo não se está em São Bento a fazer campanha, deve-se estar a governar. Não é isso que infelizmente nós estamos a constatar e por isso eu quero repudiar, lamentar profundamente aquilo a que nós estamos a assistir logo no início da ação deste Governo”, acusou.

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