Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Movimento denuncia corte de 120 grandes árvores na estrada 362 entre Alcanede e Valverde

O movimento Folhas Erguidas denuncia a intenção da Infraestruturas de Portugal proceder ao abate de 50 grandes eucaliptos nas bermas da estrada nacional 362, na Volta Grande, entre Alcanede e Valverde.
Esta intenção resulta de uma vistoria ao arvoredo da EN 362, em que dois técnicos da IP avaliaram as árvores de uma extensão de 30 km de estrada, concluindo pela necessidade de cortar 120 árvores delas. “Tudo isto em apenas um dia, numa produtividade que nos faz questionar o rigor e o fundamento técnico das conclusões a que chegaram”, refere o movimento em norta que fez chegar à nossa redação.
São muitos e variados os argumentos usados para se propor mais esta razia, basicamente de duas ordens – a segurança rodoviária e o mau estado das árvores. “Argumentos que são contraditórios com a prática da IP: o mau estado do piso, a insuficiência de rails de proteção, ou ausência de bermas e de condições de circulação dos peões, parecem-nos riscos maiores para a segurança rodoviária, sendo da exclusiva responsabilidade da IP e resultando do descuido e do abandono a que esta empresa tem votado a estrada”, afirma o movimento.

“Quanto ao estado das árvores, não duvidamos que algumas necessitem mesmo de ser abatidas, mas, lembremo-nos de que, provavelmente, nunca tiveram qualquer cuidado de manutenção; dê-lhes a IP a necessária poda de limpeza dos ramos secos, bem executada, e teremos árvores por mais umas décadas”, adianta.eucaliptos en362 alcanede

“Em Alcanede, como um pouco por todo o país, vemos a IP, com fundamentos técnicos apressados, usar todos os argumentos possíveis para justificar os abates que pretende realizar”, denuncia o movimento.

“A rapidez com que são tomadas estas decisões, aliada ao abandono a que o arvoredo das bermas das estradas tem estado sujeito, permite-nos supor que os cortes que a IP pretende têm mais a ver com preconceito, (o arvoredo de beira de estrada é para cortar), e com questões economicistas, (veja-se os custos de manutenção e poda das árvores comparados com o corte raso, e com o valor da biomassa que, assim, fica disponível), do que com verdadeiras questões técnicas e de segurança rodoviária”, critica o Folhas Erguidas.
“Preparam-se agora para fazer na Volta Grande o que fizeram em 2019 aos eucaliptos monumentais da Aldeia da Ribeira, o corte raso, a delapidação de um património natural e paisagístico único”, denuncia o mopvimento.

“É a ocasião de nos perguntarmos quais foram os benefícios do abate dessas árvores para a população e para os utilizadores da estrada? A estrada não foi alargada, as bermas continuam uma lástima e a circulação de peões um perigo. Deixaram de cair ramos na faixa de rodagem, é verdade, mas isso devia-se apenas à negligência da IP que nunca cuidou dessas árvores e que, com uma poda correta, poderia ter resolvido o problema poupando-as”, conclui.

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