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“O Estado a que chegámos…”

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Recuperando a frase que Salgueiro Maia utilizou na parada, antes de arrancarem para Lisboa, da EPC – Santarém: “O Estado a Que Chegámos” não tem nada a ver com o 25 de Abril, porque de Abril resta pouco, quase nada…

O que as entidades oficiais celebram não é o Abril Popular e transformador, o dia em que a poesia e a alegria inundou as ruas, mas novembro, o estado de sitio, o recolher obrigatório, a prisão dos oficiais que derrubaram a ditadura fascista e apoiaram as lutas das classes trabalhadoras, o regresso dos fascistas e a sua reintegração como, por exemplo, Tomaz e Spínola, este tinha um mandado internacional de captura, por ter chefiado a tentativa de golpe político/militar de 11 de março de 75, com o bombardeamento do RAL1 (Regimento Artilharia Lisboa 1) que assassinou o soldado Luís e, como foi derrotado, fugiu para Espanha a bordo de um helicóptero militar, e ser o chefe da rede bombista/terrorista (MDLP/ELP).

Este foi dissolvido, após o golpe político/militar reaccionário de 25 de Novembro de 1975, e o seu chefe: Spínola responsável por vários crimes, não foi detido, nem julgado, muito pelo contrário, foi promovido a Marechal, com pompa e circunstância. Essa foi a sua primeira “condecoração”, a oferecida pelo Marcelo é, da sua parte, o reconhecimento de um dos seus.

Condecorar com a ordem da liberdade semelhante personagem é demonstrativo do “Estado a Que Chegámos” e do conceito de liberdade do presidente da república burguesa/reaccionária, assim como a eleição para vice-presidente do parlamento burguês de um correlegionário do Spínola, ambos membros da rede bombista/terrorista (MDLP/ELP)… Pode-se concluir que o partido deste vice é como a pescada: antes de ser já era.

António Rodrigues da Costa

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