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Comemorações do 25 de Abril em Santarém encerram com entrega de condecorações

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As comemorações do 50.º aniversário do 25 de Abril, em Santarém, encerraram com chave de ouro, no dia 27 de abril, com a sessão sSolene de outorga de condecorações do Município, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, aos antigos militares da EPC – Escola Prática de Cavalaria e aos elementos da comissão administrativa que geriu a autarquia entre 1974 e 1976.

Ricardo Gonçalves, presidente da Câmara de Santarém, acompanhado por Joaquim Neto, presidente da Assembleia Municipal de Santarém, por João Teixeira Leite, vice-presidente do Município e os vereadores Alfredo Amante, Nuno Russo, Nuno Domingos e Sofia Martinho, entregaram as medalhas de Ouro do Município de Santarém a Carlos Maia de Loureiro, em nome dos Militares da Coluna comandada por Salgueiro Maia, ao Coronel Joaquim Correia Bernardo, ao Coronel António Garcia Correia e a João Luiz Madeira Lopes, presidente da Comemorações Populares do 25 de abril – Associação Cultural.

As medalhas de Mérito do Município de Santarém foram atribuídas aos membros da Comissão Administrativa que tomaram posse no dia 20 de junho de 1974, até às primeiras eleições autárquicas, em 1976: Manuel Fernandes Lemos Melancia, Raúl Augusto Duarte Violante e Francisco José Martins Robalo.

A título póstumo foram distinguidos Egídio Neves Veloso, Henrique Pereira Dias Ferreira e Luís Eugénio Martins Ferreira.

O Município de Santarém já agraciou há anos o presidente da comissão administrativa, Francisco Viegas.

As propostas foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho da Medalha Municipal e pelo executivo da Câmara de Santarém.

O presidente da Câmara de Santarém enalteceu o empenho e dedicação dos homenageados à causa pública, determinante para a prossecução do exercício dos ideais democráticos, de que Santarém como berço da Liberdade, tanto se orgulha e “que é um marco na passagem da ditadura para a democracia”.

Joaquim Correia Bernardo, depois de terminar os estudos secundários no Liceu de Santarém, ingressou na Academia Militar, onde concluiu a licenciatura em Ciências Militares. Colocado como Oficial na EPC – Escola Prática de Cavalaria, em 1963, desempenhou funções ligadas à formação dos Cursos de Oficiais e Sargentos Milicianos, bem como à dos futuros Oficiais e Sargentos do Quadro Permanente da Arma de Cavalaria.

Como Coronel foi chefe do Distrito de Recrutamento e Mobilização de Santarém e, mais tarde, subdiretor da Direção de Recrutamento, em Lisboa. Em 1968, com o posto de capitão, foi mobilizado para a Guiné, onde foi ferido gravemente em combate, sendo evacuado em 1969 para o Hospital Militar de Lisboa e posteriormente para a Alemanha, onde fez a sua reabilitação.

Regressou à Escola Prática de Cavalaria, para a chefia do Gabinete de Estudos da EPC, e foi no exercício dessas funções que acompanhou o desenrolar dos acontecimentos que culminaram no 25 de Abril de 1974, organizando e coordenando toda a ação da EPC, no seio do Movimento dos Capitães. Tinha 34 anos.

Depois da sua passagem à reforma, em 1996, foi membro da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, durante quinze anos, ocupando-se das áreas da juventude e do património cultural.

Escreveu dois livros sobre a Revolução dos Cravos e integra a Comemorações Populares do 25 de Abril – Associação Cultural, sendo Presidente da Mesa da Assembleia Geral desta associação. Tem sido um dos principais mentores do Museu de Abril e dos Valores Universais – MAVU, projeto que a comunidade abraçou a concretizar em Santarém.

Foi condecorado como Grande Oficial da Ordem da Liberdade, pela Presidência da República, em 2021.

António Manuel Garcia Correia, Coronel Tirocinado de Cavalaria (Reforma), completou o ensino intermédio nesta cidade no Colégio Braamcamp Freire e no Liceu de Santarém.

Ingressou em 1957 na Academia Militar onde fez o Curso de Cavalaria da Academia Militar (Licenciatura em Ciências Militares), viria depois a completar o Curso Geral de Comando e Estado-Maior no e o Curso Superior de Comando e Direção no, então Instituto de Altos Estudos Militares (atual Instituto Universitário Militar).

Durante a guerra colonial, esteve em Moçambique e em Angola, onde foi comandante de companhias de Cavalaria. Foi Diretor de Instrução da Escola Prática de Cavalaria (EPC) e seu 2.º Comandante, bem como Comandante do Grupo de Carros de Combate da Brigada Mecanizada (Stª Margarida); Comandante do Corpo de Alunos da Academia Militar; comandante da Brigada Territorial nº 3 da Guarda Nacional Republicana (Évora); Subchefe do Estado Maior do Comando Geral da GNR. Obteve 13 Louvores de Oficial General e 5 Louvores de Coronel. Foi condecorado 13 vezes ao longo da sua carreira.

Envolvido desde cedo no Movimento dos Capitães, em 25 de Abril de 1974, participou na organização as forças de defesa da cidade de Santarém, e na inativação do 2.º comandante da EPC, fiel ao regime.

Foi Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém, entre 2001 e 2009.

Foi condecorado como Grande Oficial da Ordem da Liberdade, em 2021.

João Luiz Madeira Lopes tem um longo percurso, no âmbito político e cívico, centrado na cidade de Santarém, antes e depois do 25 de Abril de 1974.

A sua vida tem sido orientada na defesa de valores como a liberdade, a democracia, a paz e a solidariedade, quer em condições muito difíceis, durante a ditadura, quer no regime democrático.

João Luiz Madeira Lopes fez estudos secundários em Santarém e iniciou o curso de Direito na Universidade de Lisboa, tendo terminado a licenciatura na Universidade de Coimbra.

Em Coimbra, quando residia na Real República Prá-Kis-tão, participou, em 1961-1962, na contestação estudantil que viria a culminar na grave crise académica de 1969.

Iniciou o exercício da advocacia, em 1970, em Santarém, cidade em que foi também professor de Português e de História, na Escola de Regentes Agrícolas e num externato.

Em 1969, participou ativamente no II Congresso Republicano de Aveiro, promovido pela Oposição Democrática, bem como na campanha eleitoral das pseudoeleições para a Assembleia Nacional, pelo Distrito de Santarém, integrando a Comissão Democrática Eleitoral – CDE, formação política da Oposição Democrática, dinamizando e dirigindo sessões políticas, entre as mais diversas atividades inerentes à campanha. Representou o Distrito de Santarém nos Encontros Nacionais da Oposição Democrática, que coordenavam toda a ação a nível nacional. A evidência da sua actividade ficou vincada com a localização da sede da CDE, do Distrito de Santarém, em edifício pertencente à família.

Em 1973, a sua participação política, na luta contra a ditadura, intensificou-se. Teve uma importante actividade na participação do Distrito de Santarém, no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro. E o seu contributo na campanha eleitoral para as eleições legislativas, através da CDE, foi ainda mais significativo, porquanto foi candidato a deputado à Assembleia Nacional, numa lista de destacados democratas.

Foi presidente da direcção do Cineclube de Santarém, no mandato iniciado em janeiro de 1969.

Durante o regime democrático, a sua actividade política foi-se desenrolando como militante e dirigente, sucessivamente, de duas formações políticas; primeiro do MDP/CDE e, depois, da Intervenção Democrática-ID, através das quais foi participando em sucessivas campanhas eleitorais, para as autarquias, bem como para a Assembleia da República e para o Parlamento Europeu, em coligação com o Partido Comunista Português e com o Partido Ecologista “Os Verdes”.

Foi candidato, pela FEPU, à Câmara Municipal de Santarém, nas primeiras eleições autárquicas, em 1976. Em eleições autárquicas seguintes, integrou listas da APU e, mais tarde, da CDU, quer para a Câmara Municipal, quer para Assembleia Municipal.

Foi vereador da Câmara Municipal de Santarém, pela APU, entre 1977-1979 e foi membro da Assembleia Municipal de Santarém, pela CDU, entre 1993-1997.

Foi membro do Conselho Superior do Ministério Público, eleito pela Assembleia da República, na legislatura de 2015 a 2019.

Desempenhou diversas funções na Ordem dos Advogados: na Delegação de Santarém foi secretário (1984-1986), presidente (1993-1995 e 2002-2004) e vogal (2005-2007); no Conselho Regional de Évora foi vice-presidente (1999-2001) e vogal do seu Conselho Superior (2011-2013).

Fez parte dos Corpos Gerentes da Associação Forense de Santarém, no triénio 2005-2008.

Foi distinguido com a medalha de honra da Ordem dos Advogados, em 2018. A distinção foi justificada pelo Conselho Geral da Ordem dos Advogados por ter, ao longo da sua vida de advogado e de cidadão, “contribuído de forma relevante para a dignidade da advocacia portuguesa e para o prestígio da Ordem dos Advogados”.

É diretor da Revista “Seara Nova”.

A sua actividade cultural e social na cidade de Santarém tem sido intensa. Ativista em várias associações e coletividades, desenvolveu e organizou eventos, integrando os seus corpos sociais e, quantas vezes, presidindo às suas direções. Durante décadas, a sua ação dinamizadora deixou marcas na cidade de Santarém, marcas que começaram durante a ditadura, nomeadamente, no Cineclube de Santarém, no Círculo Cultural Scalabitano, na Sociedade Recreativa Operária de Santarém, no Conservatório de Música de Santarém, no Núcleo de Santarém da Associação José Afonso, no Centro Cultural Regional de Santarém, no Grupo de Guitarra e Canto de Coimbra do CCRS – Centro Cultural Regional de Santarém e na Comemorações Populares do 25 de Abril – Associação Cultural.

É presidente da Comemorações Populares do 25 de Abril – Associação Cultural, da qual foi fundador e integra desde o seu início, em 1975.

Integra a Comissão Instaladora do Museu de Abril e dos Valores Universais, de Santarém. É Presidente do Centro Cultural Regional de Santarém e integra o seu Conselho Cultural.

Foi fundador, em Santarém, no ano de 1985, do Grupo de Guitarra e Canto de Coimbra do CCRS, um dos mais antigos grupos empenhados na divulgação da canção de Coimbra, integrando-o como guitarrista.

Manuel Fernando Lemos Melancia trabalhou na Farmácia Confiança e na Casa Hipólito, vindo depois a abrir uma firma de contabilidade hoje designada Proconta, inicialmente situada na Rua Tenente Valadim e atualmente na Rua Brigadeiro Lino Dias Valente.

Completou os estudos em Santarém, frequentou a escola do Ateneu Comercial e foi aluno de Luís Eugénio Ferreira.

Esteve ligado à Orquestra Típica Scalabitana, que acompanhou sendo sobrinho do maestro Joaquim Luis Gomes. Participou na equipa de futebol dos “Caixeiros” – designação popular do Grupo de Futebol Empregados do Comércio de Santarém, bem como do Núcleo de Santarém do Sporting Club de Portugal, localizado na Portela das Padeiras.

Este ligado à oposição ao Estado Novo desde a juventude e militou no PCP, partido no qual se manteve.

Após o 25 de abril de 1974, fez parte da comissão administrativa da Câmara Municipal de Santarém.

Raúl Augusto Duarte Violante, nasceu em Pernes e estudou Economia, no ISCEF – Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras atual ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, onde concluiu a licenciatura. Foi professor no Liceu Nacional D. Pedro V, em Lisboa, em 1972/73, e no ano letivo seguinte no Liceu Nacional de Santarém – actual Escola Secundária Sá da Bandeira.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, foi vereador da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Santarém, sob a presidência de Francisco Pereira Viegas. Em 1975, foi oficial Miliciano na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém. Entre 1976 e 1979 foi Presidente da Comissão Administrativa da Caixa de Previdência e Abono de Família do Distrito de Santarém.

Nas primeiras eleições autárquicas livres, foi eleito deputado municipal na Assembleia Municipal de Santarém, a 12 de dezembro de 1976, para mandato de 1977 a 1979. Na década seguinte, no contexto da atividade política, entre, 1980 e 1981 foi Presidente do Conselho Municipal de Santarém, órgão autárquico entretanto extinto, nos anos 1985 e 1986 mandatário no concelho de Santarém da Candidatura de Maria de Lourdes Pintasilgo à Presidência da República. Na década de 90, foi eleito vereador da Câmara Municipal, entre 1994 e 1997, sob a presidência de José Miguel Noras.

No âmbito dos bombeiros, em 1977 foi um dos fundadores da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pernes, da qual foi Presidente da Direção durante os primeiros 20 anos e Comandante do Corpo de Bombeiros durante 15 anos. Entre 1982 e1984 foi Secretário da Mesa dos Congressos dos Bombeiros Portugueses, sob a presidência do Padre Vitor Milícias, bem com até 1986 presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Santarém; entre 1989 e 1990 foi Conselheiro Regional da Inspeção Regional de Lisboa e Vale do Tejo do Serviço Nacional de Bombeiros; e entre 1991 1992 foi membro do Conselho Consultivo da Liga dos Bombeiros Portugueses. Em 1992, foi distinguido pela Liga dos Bombeiros Portugueses com a Medalha de Serviços Distintos – Grau Ouro. Entre 1998 e 2003 foi delegado Distrital de Santarém do Serviço Nacional de Proteção Civil.

Entre 1981 e 1989, foi presidente da Assembleia Geral da Santa Casa da Misericórdia de Pernes, e entre 1990 e 1995, foi Provedor da mesma IPSS e Presidente da Comissão Diretiva da Fundação Comendador José Gonçalves Pereira,

Entre 1992 e 1998 foi professor no ISLA – Instituto Superior de Línguas e Administração de Santarém.  Foi membro fundador da Nersant – Associação Empresarial da Região de Santarém, tendo sido vogal do primeiro Conselho Fiscal, em 1989.

Foi Presidente da Assembleia de Freguesia de Pernes, entre 2017 e 2021, tendo sido eleito Presidente da respetiva Junta de Freguesia em 2021, para o corrente mandato.

É empresário, desde 1976, continuando uma tradição familiar na indústria de torneados de madeira, que remonta a 1885.

Desde 2001 é presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros de Pernes.

Francisco José Martins Robalo migrou jovem com a família para Lisboa. Fixou-se em Santarém para trabalhar com locutor e jornalista na Rádio Ribatejo, a partir de 1959. Esteve ligado a esta rádio até final da mesma, regressando depois a Lisboa onde ingressou nos quadros da Antena 1, na qual trabalhou até se reformar com 60 anos.

Durante o Estado Novo esteve já ligado a movimentos de oposição ao regime, nomeadamente o MDP/CDE, tendo também sido sócio, juntamente com Francisco José Viegas, entre outros da Livraria Apolo, fundada e gerida por Manuel Alves Castela.

Fez parte da primeira comissão administrativa da Câmara Municipal de Santarém, após 25 de Abril de 1974, em funções até 31 de dezembro de 1976.

Durante a democracia veio a ser militante do PCP – Partido Comunista Português.

Egídio Neves Veloso, a título póstumo, como representante dos comerciantes do Concelho.

Trabalhou com o pai no Hotel Abidis, de que era proprietário e foi promovido a capitão do Exército.

Entretanto tirou o curso de gestão hoteleira e aplica os conhecimentos adquiridos, no seu dia-a-dia, no Hotel Abidis.

Após o falecimento do sogro, em 1968 e em simultâneo com o apoio que continuava a dar a seu pai na Abidis, toma a seu cargo a gestão das empresas deixadas pelo sogro, nomeadamente: A Vaz Pereira & Rodrigues, Lda. armazenista e distribuidor de produtos farmacêuticos e a drogaria Central, afamada perfumaria desta cidade; A Coral – Comércio de Refrigerantes e Águas Lda.; a Rical – Empresa Produtora de Sumos e Refrigerantes, Lda., enquanto presidente da administração desta. Ocupou este cargo até a empresa ser vendida à Unicer em 1987.

Em 1980 constituiu uma parceria com a empresa alemã Rudolf Wild, detentora dos produtos Caprisone que introduziu no mercado português e o que potenciou a criação de mais postos de trabalho.  Todas estas empresas tiveram sede na cidade de Santarém.

A par da intensa vida empresarial desenvolveu múltiplas atividades de cariz social e político. Fez parte da primeira comissão administrativa, após o 25 de abril, entre junho 1974 e até 31 de dezembro de 1976, enquanto vice-presidente da Câmara Municipal de Santarém.

Entre 1981 e 1982 foi presidente do Rotary Clube de Santarém. Foi dirigente local do CDS – Centro Democrático Social, partido pelo qual seria eleito para a Assembleia da Freguesia de Salvador, em 1993. Entre 2004 e 2006 foi secretário da assembleia geral do Lar de Santo António, em Santarém. Teve ainda uma breve passagem pelos órgãos sociais da Casa do Benfica de Santarém. Reformou-se em 2009 e dedicou o resto da sua vida à família e aos amigos. Faleceu em Santarém a 5 de outubro de 2020.

Henrique Pereira Dias Ferreira foi proprietário da tipografia Dias Ferreira, editando livros para o Liceu. Mais tarde, trabalhou na fábrica de filtros, Filt, de José Júlio Elói, na Travessa das Condinhas.

Durante o Estado Novo, liderou um movimento local contra a urbanização do então Campo da Feira, hoje em dia Jardim da Liberdade, em frente à então “Camionagem Ribatejana”. Fez parte da Direção dos Bombeiros Voluntários de Santarém e do Círculo Cultural Scalabitano. Depois do 25 de abril de 1974, aderiu ao MDP/CDE, tendo feito parte da primeira comissão administrativa do Município que tomou posse após a revolução.

Luís Eugénio Martins Ferreira foi funcionário dos CTT, e depois da Portugal Telecom, quer durante a gestão pública e privada. Acumulou funções com o ensino, em especial noturno, sendo as aulas a sua paixão. Foi professor na escola do Ateneu Comercial e Escola Industrial e Comercial de Santarém que ajudou a fundar. Lecionou Línguas e Literatura francesa, de entre outras. Investigador em várias áreas, foi pioneiro na divulgação da língua e literatura norte-americanas ao público em geral e autor de monografias sobre as lutas liberais, em Santarém e sobre a freguesia de Amiais de Baixo, bem como de vários artigos em periódicos.

Ativista antifascista, simpatizava com o Partido Comunista Português, no qual só veio a militar depois de 25 de abril de 1974. Fez parte da comissão administrativa municipal que tomou posse depois da revolução. Depois de cumprido o mandato, não voltou à atividade política, dedicando-se à investigação.

Esta iniciativa encerrou o programa das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril em Santarém, organizadas pela Câmara Municipal de Santarém, pela Comemorações Populares do 25 de Abril – Associação Cultural, pela Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril e pelo Exército Português

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