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Crianças do Ribatejo visitam “fábricas” da água

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“Para onde vai a água suja depois de usada?” A pergunta serviu de ponto de partida para uma semana de portas abertas nas estações de tratamento de águas residuais da AR – Águas do Ribatejo.

Centenas de alunos do primeiro, segundo e terceiro ciclos visitaram a ETAR que serve a sua escola para conhecerem todo o processo de tratamento das águas residuais desde a recolha, transporte, passando pelos tratamentos primário e secundário e pela devolução ao rio após tratamento.VISITA ETAR CORUCHE

“Quando carregamos no autoclismo, a água suja vem parar aqui?”, questiona Joana Mendes, aluna do 4.º ano em Coruche. A resposta é simples, tudo o que descarregamos no sistema de saneamento segue o seu caminho para a ETAR.

Na obra de entrada são visíveis cotonetes, toalhas, toalhetes e cabelos que foram colocados na sanita mas deveriam ter ido para o contentor de Resíduos Sólidos Urbanos. “A sanita não é o caixote do lixo. Na sanita só há lugar para as nossas necessidades fisiológicas, papel higiénico (porque se desfaz) e água. Nada mais!”, explica Isabel Rodrigues responsável pelo Sistema de Tratamento de Águas Residuais de Coruche.

Em Benavente na ETAR da Quinta do Papelão, alunos do 12º ano na área de ciências, tiveram oportunidade de ver a água suja na entrada da ETAR e compararem com a água tratada que é devolvida ao ciclo urbano da água através da linha de água que corre para o rio Sorraia.

David Cardoso, técnico responsável pela instalação desafiou os alunos a aplicarem os conhecimentos adquiridos num caso prático com um sistema de tratamento de águas residuais.

Coruche, Benavente, Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Salvaterra de Magos e Torres Novas são exemplos práticos da importância dos sistemas de tratamento. A primeira ETAR em Coruche surgiu há cerca de 20 anos, mas hoje existem duas dezenas de estações que tratam com eficácia e segurança as águas residuais numa parte significativa do território do concelho.

E o resultado vê-se no espelho de água que os alunos observam durante um piquenique à beira do rio Sorraia com os olhos postos na praia fluvial de Coruche.

“Um rio que era escuro e triste está alegre e cheio de vida”, explica a Professora Dina. O Sorraia foi transformado em praia fluvial e pista de pesca. A água é transparente e de qualidade para banhos, atividades náuticas e pesca. Os resultados das análises realizadas periodicamente não deixam margem para dúvidas.

Água com sabores de produtos biológicos da região 

A missão diária da AR começa no tratamento da água para consumo humano. A qualidade e segurança do abastecimento foca-se nos pormenores e no cuidado dos operadores e técnicos que cuidam da água desde a captação até à entrega em casa ou na escola.

Na Central de Água de Almeirim, os alunos ficam a conhecer o processo de tratamento de água para consumo humano que abastece milhares de pessoas todos os dias, 24 horas por dia.

A visita contempla várias experiências com a água e termina com uma degustação de água com sabores naturais a laranja, limão, morango ou hortelã.

As visitas às fábricas da água decorrem nos sete concelhos que integram a AR: Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas.

Em simultâneo decorrem as campanhas de sensibilização para o uso responsável da água e para as boas práticas ambientais nas redes sociais, Youtube e órgãos de comunicação social locais e regionais.

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