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Escola Superior Agrária de Santarém debate “Enologia no Masculino” no âmbito da Cidade do Vinho 2024

A terceira edição das “Conversas sobre Enologia” abordou o tema “Enologia no Masculino”, na Sala das Cavalariças, na Escola Superior Agrária de Santarém (ESAS), na quarta-feira, 5 de junho.

Esta iniciativa organizada pela ESAS e pela Confraria Enófila do Tejo, no âmbito da Cidade do Vinho 2024, contou com o apoio do Município de Santarém.

A diretora da ESAS, Margarida Oliveira, o vereador da Câmara Municipal de Santarém (CMS) com o pelouro Apoio ao Desenvolvimento Agrícola do Concelho, Nuno Russo, a professora ESAS Helena Mira, e a representantes da Confraria, Teresa Batista , marcaram presença neste evento que teve lotação esgotada.

João Geirinhas, jornalista da Revista Grandes Escolhas, foi o moderador que conduziu a conversa entre os enólogos convidados: António Ventura (Enólogo Consultor), Jaime Quendera (Enólogo da Quinta Ermelinda de Freitas e Consultor na Quinta da Lapa, Mário Andrade (Enólogo Consultor), José Domingues (Enólogo na Terrunho D’alma), César Machado (Enólogo na Quinta Da Ribeirinha), e Marco Crespo (Enólogo na Santos & Seixo/Encosta do Sobral, Quinta do Sampaio e Encostas de Xira).

O debate começou com a apresentação dos seis enólogos e dos respetivos currículos, desde a vida académica, todos eles foram antigos alunos da ESAS, até à experiência de produção de vinhos.

A conversa seguiu com debate da importância dos Enólogos no processo de produção vitivinícola e a forma como são vistos, em Portugal. O que levou João Geirinhas a perguntar aos enólogos do painel, se se sentiam superstars. Da conversa, ficou a comparação com os chefs de cozinha, que pegam nos ingredientes que têm à sua disposição para produzirem pratos com o seu cunho pessoal. Tal como os enólogos na produção de vinho, que retiram das castas que têm à sua disposição o melhor, para poderem criar néctares de grande qualidade, num processo que começa na produção das vinhas e que vai até ao engarrafamento.

Um processo, em que as responsabilidades dos enólogos abrangem diversas etapas, incluindo a escolha dos locais de cultivo das uvas, decisões sobre o período ideal para a colheita, controlo dos processos químicos durante a produção dos vinhos e o engarrafamento.

O tema seguiu para a diferenciação e especialização dos vinhos, os terroirs de cada região. De modo geral, os enólogos presentes defenderam que os vinhos devem refletir os territórios de origem, através da utilização de castas próprias da região. Uma valorização que também deve dar, em termos sensoriais, uma identidade dos aromas e onde as vinhas são criadas.

A conversa passou por várias abordagens, quer da forma de ver a produção, quer das castas que os enólogos presentes mais gostam de trabalhar, associado às condições que influenciam o processo produtivo. Numa comparação com a forma de produzir vinho, há mais de 20 anos, os enólogos não têm dúvidas que estamos a produzir vinhos de grande qualidade. Os processos de produção melhoraram bastante e a forma de fazer vinho com mais conhecimento e com melhor técnica, elevaram os vinhos ao nível dos néctares franceses e italianos, ainda que a nossa produção seja em números ainda muito abaixo, se comparados com esses países. O mercado internacional continua a ser o maior cliente de vinhos, pelo melhor preço pago por garrafa, também é uma realidade para a produção nacional. São, sobretudo, as grandes Quintas e Cooperativas que conseguem competir no mercado português, com preços mais reduzidos.

O evento foi abrilhantado com um momento musical com a fadista Maria Teresa Azoia, acompanhada pelos seus guitarristas, clássica e portuguesa. Oportunidade para voltar a atuar, com temas relacionados com o vinho.

Para terminar, os enólogos deram a provar alguns dos seus vinhos, numa degustação que mostrou a

qualidade dos vinhos portugueses.

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