Congresso debate humanização e inclusão no ensino à distância

Em Educação
Nos dias 12 e 13 de março realiza-se o Congresso online “Humanizar o Ensino Digital“, com o objetivo de refletir sobre a educação e o ensino em tempos de pandemia.
A organização considera que “desde março de 2020, milhares de crianças e jovens, com e sem necessidades educativas, ficaram privados de um ensino de qualidade e muitos deles perderam as suas terapias”. No painel estarão presentes a Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, os professores Carlos Neto e Filinto Lima, a CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), o apresentador de televisão Jorge Gabriel, entre outros. 
 Soluções para uma nova realidade 

Estima-se que em Portugal existam 1,6 milhões crianças e jovens em idade escolar, sendo que 90 mil têm necessidades educativas.
A chegada da pandemia, os respetivos confinamentos e as medidas de distanciamento social, privaram muitas dessas crianças e jovens ao acesso a um ensino de qualidade, inclusivo e adaptado às suas necessidades e realidades. 
Além da urgência de proporcionar um ensino de qualidade para todos e retomar terapias para alguns, é imprescindível resgatar profissionais nesta área. Muitos deles, entretanto, ficaram desempregados; outros, não têm formação técnica ou pedagógica adequada às novas tecnologias.   

Facto incontornável é que o ensino digital é uma realidade e veio para ficar, até como ferramenta do ensino presencial. O ensino digital não deve ter a pretensão de substituir o regime presencial, mas torná-lo mais eficiente e acessível a todos.  
Nos tempos que correm, mais do que uma alternativa ou um complemento, o digital tem-se revelado a única solução. Além disso, e mesmo sem os constrangimentos da pandemia, muitas pessoas com baixos rendimentos ou longe dos centros urbanos, não têm acesso à informação ou à reabilitação onde vivem. A tecnologia pode ser a solução para reduzir essas desigualdades.   

Porquê este congresso? 

Celmira Macedo, fundadora da EKUI e coordenadora científica do Congresso, defende que “é fundamental capacitar os profissionais para os desafios da abordagem digital. É impensável que uma aula online tenha a mesma duração que uma aula em regime presencial. As estratégias para fazer terapias à distância, ou para ensinar a ler e a escrever, terão de ser obrigatoriamente diferentes.
Por outro lado, o ensino presencial deve incluir ferramentas tecnológicas, por se evidenciarem motivadoras e eficazes no acesso ao currículo. O desafio é encontrar o equilíbrio”.  
Este congresso, organizado pela EKUI, com o apoio do prémio Caixa Social e da Growappy, pretende capacitar pais e profissionais para a adaptação da educação e da formação à era digital. E desta forma, melhorar o ensino e a reabilitação. Assunto, aliás, amplamente defendido no Plano de Ação para a Educação Digital (2021-2027), da Comissão Europeia, para uma educação digital de elevada qualidade, inclusiva e acessível a todos.   
A encerrar o congresso estará a ex-Ministra da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, que tem vindo a defender a urgência da transição para o digital  “sem deixar ninguém para trás”. 
Saber mais sobre congresso
https://ekui.pt/congresso/
Transmissão livestream no Facebook da EKUI.
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Celmira-Macedo
Celmira Macedo é fundadora da EKUI, Investigadora e pós-doutoranda na Universidade Católica/Braga. PhD em Educação Especial (Salamanca). Formação avançada em Empreendedorismo Social (INSEAD, Fontainebleau, Paris). Coordena projetos de impacto na economia social. Professora universitária durante 10 anos. Troféu Português do Voluntariado (2014); Empreendedora Social do Ano (INSEAD Portugal, 2016); Personalidade do Ano na Economia Social (CASES, 2017).

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