A estrela anã vermelha e António Costa

Em Opinião

A estrela anã vermelha PS era uma estrela de massa pequena, a sua massa era menor que a necessária para governar as massas. A sua temperatura era baixa, a sua luminosidade não iluminava o caminho. As anãs vermelhas são como os PSs, são as mais comuns no universo, o problema é que não têm metade da massa do sol, ou, no caso, do Parlamento.

Por mais que se esforçasse a anã vermelha não conseguia, é da sua idiossincrasia!

Os dilemas estelares aqueciam.

Eis que em plena TV a representante do hidrogénio inflama-se e diz ao da anã vermelha: “Se estiver disponível para abandonar esta ideia de cortar 1.600 milhões nas pensões, abandonar o corte na TSU (…) no dia 5 de outubro cá estarei para conversar sobre um governo que possa salvar o país”.

O hélio, gaz monoatómico, também achava boa a ideia da “geringonça” nuclear…

O tempo astronómico decorre… O terreno também… Mas as suas escalas de medição são muito diferentes. A anã vermelha calculou o seu espaço de crescimento, ela precisava de uma boa velocidade constante e de uns 4 anos de tempo. A anã vermelha tentou expandir-se para uma estrela subgigante, mas para isso precisava de consumir o hidrogénio do seu núcleo “geringoncial”. Depois ela o expulsaria para uma casca externa. Aí ela seria uma gigante vermelha! Aí ela tomaria todo o sol, ou todo o Parlamento!

Ledo engano! A anã vermelha calculou mal a relação entre a massa e a energia! Ao hidrogénio classificou-o de “mass média”. Será que a anã não sabe o que Einstein teorizava há já cem anos?!

A anã vermelha pensou agir como uma supernova. Em tempo Expresso (jornal estelar) ela lança uma luz milhões de vezes superior e declara que se o hidrogénio tivesse um “resultado forte nas eleições legislativas de outubro, significaria a ingovernabilidade do país”! Ou seria a ingovernabilidade da própria anã vermelha / rosa pálida?! O hidrogénio reagiu: a anã vermelha nem teve “a humildade de reconhecer o que foi feito em conjunto”.

Sobre o hélio, gás incolor e inodoro, não inflamável, a anã vermelha só teceu elogios. Pudera, era o único que restava do seu núcleo.

A anã vermelha em afã de crescimento assemelha-se já a anã laranja, uma estrela anã mais estável, sem as “tempestades reivindicativas”.

A anã vermelha tem um problema: o hidrogénio é o elemento químico mais abundante, 75%, do universo! Se fosse política seria o povo, se fosse a imprescindível água seriam dois átomos!

Já quanto à estabilidade: a do povo é mais importante!

Vítor Franco

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